Espírito Santo aposta em sustentabilidade para fortalecer a cadeia produtiva do leite
Publicado em 01/06/2026 às 08:57
Foto: Magnific
Celebrado neste 1º de junho, o Dia Mundial do Leite reforça a relevância da pecuária leiteira para a economia e o desenvolvimento social do Espírito Santo. Além de estar presente diariamente na alimentação das famílias, a atividade desempenha papel fundamental na geração de renda, no fortalecimento da agricultura familiar e na permanência das famílias no meio rural.
Nos últimos anos, a cadeia produtiva do leite no Estado vem avançando em direção a sistemas mais eficientes, tecnificados e sustentáveis. Nesse cenário, ganha destaque o Currículo Mínimo de Sustentabilidade para a Pecuária Leiteira Capixaba, ferramenta voltada à avaliação e ao aperfeiçoamento contínuo das propriedades rurais.
Desenvolvido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – Campus Santa Teresa, o currículo reúne indicadores econômicos, sociais e ambientais que auxiliam produtores e técnicos na identificação de oportunidades de melhoria dos sistemas produtivos.
A ferramenta permite a realização de diagnósticos detalhados das propriedades, classificando os indicadores em níveis crítico, intermediário ou desejável. Com isso, contribui para a adoção de práticas que promovam maior equilíbrio entre produtividade, rentabilidade, responsabilidade socioambiental e qualidade de vida no campo.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a sustentabilidade na pecuária leiteira deve ser compreendida de forma ampla, contemplando não apenas a preservação ambiental, mas também aspectos econômicos e sociais.
“A sustentabilidade precisa ser entendida de forma ampla. Não estamos falando apenas da preservação ambiental, mas também da capacidade da propriedade gerar renda, promover qualidade de vida para as famílias rurais e garantir sucessão no campo. O Currículo Mínimo ajuda justamente nesse olhar integrado, permitindo identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a atividade leiteira capixaba de forma duradoura”, destacou.
Além de apoiar a tomada de decisões dentro das propriedades, a ferramenta fortalece o trabalho da assistência técnica e oferece subsídios para a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia leiteira.
Para a gerente de Projetos de Pecuária da Seag, Michele Bastos, a data também é uma oportunidade para reconhecer a dedicação dos produtores rurais e valorizar as ações desenvolvidas em benefício do setor.
“Temos trabalhado para desenvolver ações e projetos que contribuam para uma pecuária leiteira cada vez mais eficiente, sustentável e competitiva. O fortalecimento da assistência técnica, a busca por inovação, o incentivo à gestão das propriedades e o apoio aos produtores são fundamentais para garantir renda no campo, qualidade de vida para as famílias rurais e sustentabilidade para a atividade leiteira capixaba”, afirmou.
Produção em destaque
Em 2024, a produção de leite no Espírito Santo alcançou 349,5 milhões de litros, movimentando R$ 835,8 milhões em valor de produção. A atividade está presente em praticamente todos os municípios capixabas, demonstrando sua importância para a economia estadual.
O município de Ecoporanga lidera a produção de leite no Estado, com 24,6 milhões de litros produzidos, o equivalente a 7,03% do total estadual. Em seguida aparecem Mucurici, com 14,7 milhões de litros (4,22%), Alegre, com 14,1 milhões de litros (4,02%), Presidente Kennedy, com 13,9 milhões de litros (3,98%), e Nova Venécia, com 12,6 milhões de litros (3,61%).
Os números evidenciam a força e a diversidade regional da pecuária leiteira capixaba, atividade que segue evoluindo com foco em produtividade, inovação e sustentabilidade.
Fonte: Seag