Escola da Venda Nova do Imigrante promove a inclusão de alunos com auxílio da tecnologia

Publicado em 03/01/2022 às 10:36

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Texto: Juliano Rangel / Fotos: Divulgação

A palavra inclusão tem como significado “o ato de incluir e acrescentar coisas ou pessoas em grupos e núcleos que antes não faziam parte”, e foi baseado neste conceito e unindo-o a tecnologia que o EMEIEF Caxixe, em Venda Nova do Imigrante, desenvolveu ao longo de 2021 um projeto voltado para oito alunos da instituição que possuem deficiências intelectuais. 
Intitulada de “Aprendendo Teclando”, a iniciativa surgiu a partir da necessidade e das dificuldades que os estudantes e os professores tiveram que lidar durante o período de estudos remotos, em que os celulares e computadores se tornaram as principais ferramentas de comunicação. É o que conta a professora e uma das idealizadoras do projeto, Sandra Canal.

“As aulas foram ministradas no laboratório de informática da própria escola, ocorrendo uma vez por semana, com duração de quatro horas, no contraturno. Iniciamos apresentando o computador, seus respectivos assessórios, o que é, como usar e para o que servem”, destaca a docente.

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Com o tempo, os alunos que possuem idades entre 14 e 16 anos, das turmas do 7º ao 9º ano, foram aumentando seu interesse pelas aulas e demonstrando o domínio dos equipamentos, o que possibilitou a realização de mais uma etapa do projeto: a de pesquisas na internet.
Na sequência, os estudantes tiveram acesso a jogos pedagógicos on-line, os quais possibilitam a interação e brincadeira dentro do processo de ensino-aprendizagem. “Após esse processo de exploração do computador e da internet, os alunos tiveram a possibilidade de criar seus endereços de e-mail para que pudessem se comunicar com colegas, familiares e com a professora”, relata Sandra.

Luz, câmera, ação – O interesse dos alunos foi aumentando a cada etapa e os mesmos foram estimulados, de uma forma prática, a abrir e tentar consertar equipamentos tecnológicos como o próprio computador e aparelhos de DVD e impressoras.

“Depois de vivenciar essa prática, nos propomos a fazer uma câmera filmadora de papelão e elaborar algumas perguntas para entrevistar professores, o diretor, a pedagoga e os alunos envolvendo a tecnologia no ensino remoto. Batizamos a câmera como TV AEE, os alunos foram responsáveis por realizar as entrevistas, sendo um representando o jornalista e outro o cinegrafista”, explica a professora.

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Sandra conta que o projeto teve o apoio do diretor da instituição, Sebastião Euzébio Mistura, e da psicopedagoga da rede municipal de Venda Nova do Imigrante, Christine Lilian Bossois, que deu assistência e orientações as professoras da área de Atendimento Educacional Especializado (AEE) da escola para que o aprendizado fosse com equidade.

Novos projetos em 2022 – A professora ressalta que o projeto destacou a evolução da aprendizagem dos estudantes em relação ao manusear do computador e também para executarem tarefas consideradas simples como digitar um texto, inserir os sinais de pontuação e acentuá-los, além de demonstrarem domínio para acessarem a internet e enviar e receber e-mails.

“Esse ano foi atípico e infelizmente não foi possível abarcar outros projetos, mas para 2022 temos duas propostas de projetos que irão envolver todos os estudantes com deficiência. Neste momento, não iremos divulgá-los pois temos que escutar os alunos para depois colocarmos em prática”, encerrou Sandra.
 

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