Dólar encerra o dia próximo a R$ 6 e atinge novo recorde após divulgação do pacote fiscal

Publicado em 29/11/2024 às 10:57

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One hundred dollars background.

Foto: Freepik

Após alcançar pela primeira vez na história o patamar de R$ 6, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,98 no Brasil nesta quinta-feira (28). A moeda norte-americana refletiu a desconfiança do mercado em relação ao pacote fiscal apresentado pelo governo federal.

Apesar da forte pressão no câmbio pelo segundo dia consecutivo, o Banco Central manteve sua decisão de não realizar leilões extraordinários de dólares para conter a alta, estratégia adotada em outros momentos nos últimos anos. Na quarta-feira (27), antes mesmo da divulgação oficial do pacote fiscal, o dólar já havia ultrapassado R$ 5,90, impulsionado pela expectativa em torno das medidas econômicas.

O dólar à vista teve uma alta expressiva de 1,30% no fechamento, cotado a R$ 5,9910, o maior valor nominal já registrado. Com isso, a moeda acumula uma valorização de 23,49% em 2024. No mercado futuro, o contrato de dólar para dezembro subiu 0,64%, atingindo R$ 5,9975 às 17h27.

Detalhes do pacote fiscal

Com o objetivo de conter o aumento dos gastos públicos e preservar o arcabouço fiscal em vigor desde o ano passado, o governo anunciou um pacote de corte de despesas obrigatórias, estimado em R$ 70 bilhões ao longo de dois anos (R$ 30 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026). Os detalhes foram apresentados nesta quinta-feira (28) pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Rui Costa (Casa Civil).

Entre as principais medidas estão:

  • Redução gradual do abono salarial;
  • Limitação nos reajustes do salário mínimo;
  • Fim de brechas que permitem ultrapassar o teto dos supersalários no funcionalismo público;
  • Reforma da previdência dos militares;
  • Restrição à concessão de benefícios fiscais enquanto as contas públicas estiverem deficitárias;
  • Imposição de um limite ao crescimento das emendas parlamentares.

O pacote inclui ainda a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Segundo o governo, essa mudança não terá impacto fiscal e antecipa a segunda fase da reforma tributária, que trata da cobrança do IR.

Reação do governo

Durante a apresentação das medidas, o ministro Fernando Haddad criticou as projeções do mercado financeiro, afirmando que elas têm se mostrado equivocadas. Ele citou como exemplo a previsão de crescimento de 1,5% do PIB feita no início do ano, que, segundo ele, está muito abaixo dos quase 3,5% de expansão econômica registrados.

“O mercado também precisa reavaliar suas expectativas em relação às ações do governo. Nem no crescimento econômico, nem no déficit, o mercado acertou”, destacou Haddad, lembrando que a estimativa de déficit para o ano, inicialmente projetada em 0,8% do PIB, foi revisada pelo governo para 0,25%.

Fonte: Agência Brasil

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