Como a castanha do Brasil chega até ao mercado consumidor

Publicado em 28/01/2023 às 16:45

Compartilhe

castanha-freepik

Foto: Freepik

A castanha do Brasil é uma das maiores riquezas do bioma amazônico. Conhecida também como tocari, tururi, noz amazônica e mais comumente como castanha-do-pará, essa oleaginosa é a principal fonte de selênio do mundo, mineral ausente em praticamente todas as composições alimentares de hoje. Desde a chegada dos europeus à América do Sul, a árvore nativa da floresta amazônica é mencionada e descrita em relatos de viajantes, religiosos e naturalistas.

Apreciadas pelo seu sabor, as castanhas são ricas em proteínas e vitaminas, com destaque para o selênio, e utilizadas tradicionalmente na culinária in natura ou em subprodutos como o leite ou óleo. Nos últimos anos, a amêndoa amazônica também virou matéria-prima de cosméticos e conquistou o mercado internacional. Além dos usos comerciais, pesquisas na área da saúde apontam que substâncias presentes na castanha do Brasil podem retardar o envelhecimento e até ajudar a prevenir alguns tipos de câncer.

Anúncio

Antes de fazer o produto chegar às mesas, prateleiras e às indústrias, é preciso primeiro vasculhar as matas em busca das rainhas da floresta – os castanhais nativos. O processo de colheita começa com a abertura e a manutenção de longas trilhas e, depois, identificar, coletar e quebrar o fruto conhecido como “ouriço” – espécie de cápsula muito resistente que guarda em seu interior as castanhas.

E em uma expedição para acompanhar esse modelo de produção da castanha de perto, o sócio cofundador da Mahta, foodtech nacional, Edgard Calfat, viveu a experiência com os coletores da Associação dos Pequenos Agrossilvicultores e Cooperativa Agropecuária e Florestal do Projeto RECA, de Rondônia.

“Tive o privilégio de andar em uma floresta primária, que nunca foi desmatada, para acompanhar a coleta da castanha. Pude comer uma fruta descascada ali no local, crua. Ela tem uma coloração levemente mais clara e infelizmente muitas pessoas não conseguem ingerir esse fruto nessa condição, pois não é assim que são vendidas no mercado”, aponta Edgard.

Anúncio

“Ninguém consegue comer a castanha in natura porque ela tem um tempo de vida de dois a três dias após ser descascada. Passado esse período, ela fica azeda, acaba fermentando. Por isso, quem tiver a oportunidade de provar uma castanha natural, faça, é ótimo. Ela tem um sabor agradável, bem semelhante ao coco e é a principal fonte de selênio do mundo”, destaca Edgard Calfat.

E é assim que a castanha do Brasil chega na produção do superfood em pó da Mahta. Ela se soma ao blend de 15 ingredientes provenientes da região amazônica. Vale destacar ainda que a Mahta utiliza como base de seus produtos ingredientes provenientes de comunidades tradicionais da Amazônia e de pequenos agricultores que operam no modelo SAFs (sistemas agroflorestais), como o RECA.

“A Mahta apoia incondicionalmente o modelo dos SAFs e essa é uma opção para diversas populações, já que é uma excelente alternativa à monocultura enquanto é uma forma de explorar a floresta mantendo-a em pé. Não é preciso derrubar a árvore para tirar o fruto da castanheira. O que vai salvar o planeta é o processo regenerativo das matas e biomas espalhados por todo globo”, completa Edgard.

Fonte: Visar Planejamento

Veja também

Hands of men desperate to catch the iron prison,prisoner concept,thailand people,Hope to be free.

Homem procurado por crime cometido há 19 anos é preso por suspeita de homicídio em Domingos Martins

henrique produtor de café

Com apoio do crédito rural, cafeicultor moderniza a propriedade e amplia a produção

igreja Nossa Senhora Auxiliadora

Festa dos Pais em Soído de Baixo terá missa, boi no rolete e ação solidária

WhatsApp Image 2026-07-31 at 16.17.500

Motociclista morre em acidente entre caminhões na BR 262 em Domingos Martins

posto de gasolina - magnific

Nova mistura de gasolina com 32% de etanol passa a valer a partir de 1º de agosto

Edição 2025 da Mec Show, realizada no Pavilhão de Carapina, na Serra

FINDES apresenta ecossistema de inteligência artificial e reforça protagonismo na Mec Show 2026

bandeira - brasil- EUA- MAGNIFC

Brasil aciona OMC e contesta tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros

dia-da-penitencia-768x432-JULIO-HUBER

Tempo muda no Espírito Santo com chegada de frente fria e previsão de pancadas de chuva