Chuva persistente eleva risco de enchentes e deslizamentos no Espírito Santo
Publicado em 06/01/2026 às 09:55
Foto: Freepik
O Espírito Santo iniciou 2026 sob um cenário prolongado de instabilidade atmosférica, com registro de chuva frequente e volumes elevados em diferentes regiões do Estado. A presença de sistemas meteorológicos que atuam de forma persistente tem mantido o tempo fechado e reforçado o risco de transtornos associados ao excesso de precipitação, especialmente em áreas urbanas e rurais mais vulneráveis.
Nos últimos dias, os acumulados de chuva no território capixaba já ultrapassaram a marca de 150 milímetros em diversos municípios, com pontos isolados que se aproximam ou superam os 200 milímetros. Situação semelhante também é observada no norte do Rio de Janeiro e em áreas de Minas Gerais, mas é no Espírito Santo que a combinação entre volume e continuidade da chuva tem elevado o nível de atenção.
A instabilidade segue intensa ao longo desta segunda-feira (5) e da terça-feira (6), com chuva que ocorre de forma quase contínua. Mais do que episódios isolados de temporal, o fator crítico é a repetição das precipitações, que mantém o solo saturado e amplia o potencial de impactos.
Com o terreno encharcado, aumentam os riscos de alagamentos, enxurradas, elevação rápida de córregos e rios, além de deslizamentos de terra, sobretudo em áreas de encosta. A atenção deve ser redobrada no Espírito Santo, onde muitos municípios já acumulam vários dias consecutivos de chuva.
Diante desse cenário, o Cemaden emitiu alerta geo-hidrológico para esta segunda-feira (5), indicando risco moderado para ocorrências hidrológicas e risco entre moderado e alto para eventos geológicos nas áreas mais afetadas, incluindo o território capixaba. Para a terça-feira, a tendência é de manutenção desse padrão.
A previsão indica que a condição de atenção para chuva volumosa deve persistir até pelo menos a quarta-feira (7), quando o sistema responsável pela instabilidade começa a perder força. A partir da segunda metade da semana, o tempo tende a se tornar mais típico do verão, com pancadas isoladas e menor persistência da chuva.
Fonte: Climatempo