Caparaó capixaba abre safra 2026 do café arábica com expectativa de crescimento na produção

Publicado em 24/05/2026 às 10:48

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café seag

Foto: Divulgação/ SEAG

O município de Iúna, na região do Caparaó capixaba, será palco da abertura oficial da colheita do café arábica no Espírito Santo. O evento acontece na próxima terça-feira (26), no Sítio Toinzé, reunindo produtores rurais, pesquisadores, extensionistas, lideranças do setor e autoridades para marcar o início da safra 2026 de uma das culturas mais importantes da agricultura capixaba.

A programação contará com palestras técnicas sobre sustentabilidade, irrigação e boas práticas no campo, além de debates voltados ao fortalecimento da cafeicultura de montanha. A realização é da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e da Prefeitura de Iúna.

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Entre os temas abordados estão a importância da irrigação para garantir produtividade e sustentabilidade nas lavouras e as ações do Projeto Cafeicultura Sustentável, iniciativa que incentiva práticas ambientais, sociais e produtivas nas propriedades cafeeiras do Espírito Santo.

A cerimônia será encerrada com uma colheita simbólica, marcando oficialmente o início da safra 2026 do café arábica no estado.

As perspectivas para este ciclo são positivas. Segundo o segundo levantamento da safra brasileira de café divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Espírito Santo deve colher 4,4 milhões de sacas de café arábica em 2026, crescimento de 34% em relação à safra passada.

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O avanço é impulsionado principalmente pelo ciclo de alta bienalidade das lavouras, característica natural do café arábica que alterna períodos de maior e menor produtividade. A expectativa é de aumento na movimentação econômica nos municípios produtores, impactando diretamente atividades ligadas à colheita, beneficiamento, transporte e comercialização do grão.

Além do crescimento na produção, o setor também aposta no fortalecimento dos cafés especiais produzidos nas regiões de montanha capixabas, que vêm ganhando reconhecimento nacional e internacional pela qualidade dos grãos e pelas características únicas de terroir.

Hoje, o Espírito Santo ocupa a terceira posição entre os maiores produtores brasileiros de café arábica. São mais de 26 mil propriedades cultivando a espécie, principalmente em municípios de montanha, onde a atividade é considerada uma das principais bases da agricultura familiar.

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou que a abertura da colheita simboliza a força da cafeicultura capixaba. “A cafeicultura arábica tem grande importância econômica e social para as regiões de montanha do Espírito Santo, especialmente para a agricultura familiar. A expectativa de crescimento da safra 2026 demonstra a capacidade produtiva dos nossos cafeicultores e o avanço das práticas sustentáveis, da tecnologia e do manejo eficiente nas propriedades rurais. A abertura da colheita é também um momento de valorização do trabalho dos produtores que contribuem diariamente para fortalecer a qualidade e a competitividade do café capixaba”, afirmou.

Para o diretor-geral do Incaper, André Barros, o momento também reforça o papel da inovação no campo. “A expectativa de uma safra expressiva reflete o ciclo de alta bienalidade das lavouras de café arábica, mas também evidencia a capacidade dos produtores capixabas de aproveitar esse potencial produtivo por meio de investimentos em manejo, tecnologia e sustentabilidade. A abertura da colheita é uma oportunidade para valorizar esse trabalho e discutir temas estratégicos, como o uso eficiente da água e a adoção de práticas que garantam a competitividade da cafeicultura nas regiões de montanha”, destacou.

Abertura da Colheita do Café Arábica no Espírito Santo – Safra 2026

26/05 (terça-feira)
8h30 às 11h30
Sítio Toinzé – Iúna (ES) – https://maps.app.goo.gl/HE3eeAkcJrwDvgUu6 

Programação
8h30 – Recepção e café da manhã
9h – Importância da Irrigação para a Sustentabilidade da Cafeicultura
Matheus Fonseca de Souza – extensionista do Incaper
9h30 – Projeto Cafeicultura Sustentável
Maxwell Assis de Souza – extensionista do Incaper
10h – Fala das autoridades
11h – Colheita simbólica
11h30 – Almoço

Fonte: Seag

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