Brasil oferece ajuda humanitária à Venezuela após terremotos que deixaram ao menos 164 mortos
Publicado em 26/06/2026 às 09:39
Foto: Magnific
O Ministério da Saúde informou que está em contato com as autoridades da Venezuela para oferecer apoio humanitário após os fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o país na quarta-feira (24). A proposta inclui o envio de insumos e profissionais da área da saúde, caso a ajuda seja oficialmente solicitada.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo brasileiro iniciou tratativas com o Ministério da Saúde da Venezuela e com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para colocar o Brasil à disposição das ações de assistência.
“Desde ontem pela noite, seguindo diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizemos contato com a OPAS e com o Ministério da Saúde do nosso país vizinho, colocando-nos à disposição para qualquer ação humanitária”, declarou o ministro em uma rede social.
Segundo a assessoria do Ministério da Saúde, até o momento a Venezuela ainda não formalizou um pedido de ajuda ao governo brasileiro.
A Organização Pan-Americana da Saúde, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), já atua na resposta à emergência. O diretor da entidade, Jarbas Barbosa, informou que equipes da OPAS trabalham em conjunto com as autoridades venezuelanas, enquanto o Centro de Operações de Emergência da organização, em Washington, coordena o apoio com a Organização das Nações Unidas (ONU) e demais parceiros internacionais.
Até o momento, o balanço oficial aponta 164 mortes e 970 pessoas feridas em decorrência dos terremotos. No entanto, projeções do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o número de vítimas pode ser significativamente maior, além de estimar perdas econômicas entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.
A tragédia mobilizou a comunidade internacional. Diversos chefes de Estado manifestaram solidariedade ao povo venezuelano e anunciaram disposição para enviar ajuda humanitária ao país sul-americano.
Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil