Bradesco prepara seguro Pix para indenizar por transações indevidas

Publicado em 26/10/2021 às 07:51

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Fernanda Capelli

“Seguro Proteção Digital” do Bradesco vai cobrir transações indevidas via Pix, TED e DOC realizadas sob coação ou em caso de roubo, furto ou perda de celular

O Bradesco anunciou nesta segunda-feira (25) seu novo “ Seguro Proteção Digital ”, voltado para a cobertura de transações indevidas feitas por terceiros após a perda, furto e roubo do aparelho celular do segurado ou sob coação. O banco promete indenizações em caso de transferências via Pix, TED e DOC . O serviço ainda não está disponível no aplicativo do banco, os valores e limites também não foram divulgados.

Fachada do banco Bradesco em São Paulo
Fachada do banco Bradesco em São Paulo (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Conforme explica a página do novo seguro no site do Bradesco, a contratação poderá ser feita através do app do banco e estará disponível “em breve” para todos os correntistas. Não há uma carência para o serviço, mas a proteção só é a partir das 24 horas após o primeiro pagamento.

Conforme verificou o Tecnoblog , embora o Bradesco tenha anunciado o lançamento do serviço para esta segunda-feira, o novo seguro ainda não aparece no aplicativo do Bradesco. O banco também não revelou os valores mensais dos planos e nem os limites de indenização.

No entanto, o documento de condições gerais do Seguro Proteção Digital revela que haver á limites de indenização por ocorrência e um teto anual equivalente duas vezes o limite estipulado no contrato.

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Correntistas que contratarem o seguro poderão acionar a proteção em caso de transações indevidas feitas por terceiros após perda, furto ou roubo do celular, além de coação do cliente. O serviço cobre transferências via Pix, TED e DOC, pagamentos de boletos não autorizados e recargas de celular . O Bradesco destaca que o aparelho do segurado não entra na cobertura.

Santander e Mercado Pago também lançam seguro Pix

Dado o aumento de crimes envolvendo o Pix no Brasil, seguros para transações indevidas começaram a ser lançados por instituições financeiras. A empresa de cibersegurança Kaspersky revelou em agosto que bloqueou mais de 22 milhões de tentativas de phishing desde a estreia do Pix. Além disso, 81% das denúncias de golpe usavam nomes de instituições financeiras.

Página do Pix dentro do app do Santander (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Página do Pix dentro do app do Santander (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

O Santander anunciou na semana passada o lançamento de seu “Seguro Transações”, que cobre transações indevidas feitas através do Pix, DOC, TED e TEF sob coação, mas não em caso de perda, roubo ou furto do aparelho celular. Os planos são de R$ 9,99, R$ 18,99 ou R$ 24,99. Cada uma dessas opções garante limites anuais de indenização diferentes, de R$ 3,5 mil, R$ 8 mil e R$ 20 mil, respectivamente.

O Mercado Pago foi o primeiro a anunciar um serviço do tipo neste mês. A instituição financeira revelou que vai oferecer dois planos de seguro que incluem somente transações feitas via Pix e sob coação e ameaça física. O primeiro custa R$ 3,50 mensais e protege o cliente de perdas de até R$ 5 mil por mês. O Segundo custa R$ 5 mensais, mas indeniza até R$ 10 mil. Esses limites são mensais, e não anuais como o do Santander, mas o serviço do Mercado Pago cobre somente transações via Pix realizadas sob coação e ameaça física.

Vale destacar que nenhum dos três seguros para transações indevidas protegem o cliente dos famosos golpes do Pix, geralmente realizados através de mensagens e ligações. Esses serviços incluem em sua cobertura apenas situações em que há coação, então se o segurado for enganado em uma dessas fraudes e golpes a proteção não será acionada.

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