As mulheres realmente gastam mais?

Publicado em 15/09/2020 às 11:27

Compartilhe

O duelo entre homens e mulheres quanto a organização das finanças é antigo! Há quem diga que mulheres consomem mais ou que gastam mais dinheiro com coisas supérfluas, mas será que isso é verdade?

São muitos os estereótipos voltados para o universo feminino, e quando se trata de dinheiro a ideia central é que, geralmente, mulheres são “gastadeiras”.Famosas por se preocuparem com fatores estéticos, costumam colecionar necessidades que consideram vitais como serviços de depilação, manicure e pedicure, cabelereira, procedimentos estéticos, entre outros. Porém, percebeu-se ao longo das décadas que mesmo com essas despesas constantes, as mulheres tendem a fazer melhores investimentos a longo prazo.

Nos últimos anos muitos estudos mostram que o perfil de consumista está sendo desconstruído, e que quando a análise sobre a relação com o dinheiro entre homens e mulheres é específica os resultados variam bastante. Isso porque houve alterações no comportamento de ambos os gêneros. Tanto é comum, atualmente, homens vaidosos, quanto mulheres preocupadas em poupar.

Coletamos algumas informações atuais sobre as práticas de consumo da mulher moderna e podemos garantir que você vai se surpreender.

Alguns dos principais gastos da mulher moderna

Os gastos voltados para o setor da beleza continuam presentes no universo feminino. A mulher tende a se preocupar mais que os homens com a saúde e cuidados com o corpo. Sempre atenta aos sinais de envelhecimento e necessidades físicas, elas não poupam esforços e dinheiro (quando possível) para se sentirem melhor.

Mas algo que chama a atenção nos últimos tempos é o interesse das mulheres em manter uma rotina de exercícios físicos. Cientes dos benefícios dos exercícios de musculação ou aeróbicos, elas se fazem presentes em academias ou centros esportivos. Pesquisas apontam que o número de mulheres que disponibilizam uma quantia dos seus rendimentos para dispesas com exercícios físicos aumentou bastante na última década.

Outro setor que conhece bem a força do consumo feminino é o de vestuário. Segundo pesquisa do site da quina.org, mulheres gastam 40% mais em roupas que homens. Com isso, fica fácil compreender o porque de tantas marcas trabalharem unicamente para esse público.Vale ressaltar que muitas das mulheres também ficam responsáveis pela compra das roupas e calçados dos filhos, o que faz aumentar ainda mais essa diferença.

A educação superior também é um campo onde as mulheres se destacam. Dedicadas na busca pela independência financeira, elas se esforçam para conquistar um lugar no mercado de trabalho e estabilidade de carreira profissional.De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), dados do Censo da Educação Superior de 2016, última edição do levantamento, revelam que as mulheres representam 57,2% dos estudantes matriculados em cursos de graduação.

No campo dos investimentos financeiros elas ganham cada vez mais espaço. Mais ponderadas e cautelosas do que os homens, elas gastam de forma consciente, pois temem a perda das suas economias, sendo assim, costumam fazer investimentos moderados visando o longo prazo.

Já quando o assunto é alimentação percebeu-se uma variação não só em relação ao gênero como também a condição do estado civil da pessoa. Homens solteiros gastam 13,3% mais com comida do que mulheres solteiras.

Portanto, podemos constatar que apesar de apreciar ter sempre roupas e sapatos novos, não são em todos os campos de consumo que o público feminino sai na frente. Mas é importante falar sobre a frequência de consumo. Quando se trata de quantidade, a resposta é sim! As mulheres vão mais as compras e são mais acessíveis às estratégias de publicidade.

O poder de consumo do público feminino

O poder de consumo do público feminino só cresce. Com o aumento do número de mulheres no mercado de trabalho, a voz ativa nas compras da família ficou mais forte do que nunca.

Muitas empresas já haviam identificado o poder de compra das mulheres. Com a popularização da internet, as marcas passaram a ter uma relação estreita e direta com as consumidoras. A interferência é tanta que dados do SPC Brasil atestam que 65% das mulheres já mudaram seus hábitos de compra por causa das redes sociais.

Outra questão importante do universo feminino é que boa parte da mulherada costuma divulgar seus consumos, criando assim um serviço de recomendação orgânico. “Novos meios online de acesso à informação proporcionam um espaço ilimitado para que as mulheres interajam e compartilhem suas experiências de consumo, funcionando como fóruns de discussão e ajudando na decisão de compra de outras consumidoras”, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Com o aumento do uso de smartphones, os aplicativos também ganham cada vez mais espaço no consumo das mulheres. Ainda sobre a pesquisa do SPC Brasil, cinco em cada dez entrevistadas (49,9%) fazem uso de apps no dia-a-dia, sobretudo as pertencentes às classes C, D e E (45,1%). Dentre as mulheres que utilizam essa ferramenta, os mais populares são aqueles que servem para compra online de roupas e sapatos (24,4%), pedir comida (11,2%), auxiliar a dieta(9,6%) e chamar táxi (9,5%).

Veja também

© Samara Miranda/Remo/Direitos Reservados

Com gol contra, Remo vence Avaí em confronto de Leões pela Série B

© Reuters/Denis Balibouse/ Direitos Reservados

Brasil recebe mais dois lotes de vacinas da Pfizer

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

CCJ da Câmara aprova admissibilidade da PEC dos Precatórios

© Gaspar Nóbrega/COB/Direitos Reservados

Brasil vence Argentina no Sul-Americano de vôlei feminino

© Bruno Haddad/Cruzeiro/Direitos reservados

Série B: VAR anula gol nos acréscimos e Cruzeiro empata com Operário

© Rafael Ribeiro/Vasco/Direitos Reservados

CRB arranca empate com o Vasco na 24ª rodada da Série B

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Decreto aumenta alíquotas do IOF para custear novo Bolsa Família

© Rovena Rosa/Agência Brasil

CoronaVac dá proteção acima de 90% a quem tem comorbidades, diz estudo