Aos piores professores que eu já tive

Publicado em 03/11/2017 às 13:03

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Dia 15 de outubro foi o Dia do Professor e nada mais justo que prestar reverência a um profissional tão essencial e, ao mesmo tempo, tão desprestigiado. Sempre afeito à área acadêmica, lembro-me de vários mestres que, felizmente, fizeram parte da minha formação, alguns tendo, inclusive, se tornado meus amigos, até hoje. Porém, desta vez, quero fazer algo diferente. Gostaria de dedicar esta crônica aos piores professores que eu já tive.

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Revanchismo? Nem um pouco! Não vou ser deselegante, citando nomes. Essa não é a pretensão deste texto. Mas, oras, se até quem não é bom tem algo a nos ensinar! Lembro-me, ainda na tenra idade, na época das “tias”, de uma, o primeiro mau exemplo. Não entendia por que ela era tão impaciente. E não era só comigo. Um belo dia, ao voltar de recreio, haviam escrito poucas e boas sobre ela, na lousa, às escondidas. Letra de “menina”. Que alívio! Saímos todos, deixamos as colegas. Tenho em minhas redes sociais, até hoje, a que “comandou” a ação. Acho que ela nem deve se lembrar mais disso!

Eu também me lembro de um outro. Ele lecionava Educação Física, matéria que, pasme, me arrepiava, por um simples motivo: pequeno e franzino, não tinha força física para aguentar o futebol, o vôlei ou o basquete. O fato de ser um “mau aluno” fez com que ele me marcasse, o ano todo. Faltou apenas um mínimo de compreensão, que o professor das séries seguintes teve. “Fique à vontade”, disse este. Tímido, no início, comecei a me interessar e até arrisquei um vôlei. Nunca joguei bem. Mas, tentei. E não é que, no pré-vestibular, eu cheguei a sentir falta da matéria dele?

Mas, talvez, o pior tenha sido um, na minha faculdade. Ele simplesmente decidiu me perseguir porque eu tinha… boas notas! E quase tentou me reprovar. No último dia, recuou ao ver o meu histórico, não sem ter o “prazer” de me “brindar” com um sete, para me “ajudar a passar”. Houve quem o achasse benevolente. Nem liguei. Sei que aquela nota não corresponde aos meus conhecimentos, mas, a seis meses de assédio moral. Fiquei sabendo que eu fui a “bola da vez”: ele fazia isso todos os semestres. Hoje, ele é uma pessoa importante no meio jurídico. Que perigo!

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Todos esses “professores” (e outros poucos que, felizmente, conto nos dedos) me ensinaram, ao menos, uma coisa: a não ser como eles. Sempre quis abraçar a carreira do magistério e, desde então, jurei para mim mesmo tentar sempre ser o melhor professor que eu quisesse ter tido. Deve ser muito difícil fazer o que não se gosta. Felizmente, não é comigo. Em todo caso, não os quero mal. Lembrar-me dos maus professores, faz com que eu louve ainda mais aqueles que me foram os verdadeiros mestres.

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