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Coluna Diversidade

Acessibilidade em Movimento: um novo olhar, um novo símbolo

Publicado em 28/07/2025 às 08:20

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Comparação entre o símbolo antigo (à esquerda) – figura estática em cadeira de rodas – e o novo Símbolo Internacional de Acessibilidade (à direita), que transmite movimento e inclusão. Fonte: internet.

Por muitos anos, o símbolo internacional de acessibilidade foi representado por uma figura estática em uma cadeira de rodas. Criado em 1968 pela designer Susanne Koefoed, esse ícone azul com o desenho de uma pessoa com cadeira de rodas tornou-se onipresente em todo o mundo. Embora tenha sido fundamental para identificar espaços acessíveis e promover direitos, esse símbolo tradicional acabou transmitindo, para muitos, uma ideia de passividade, focando mais na limitação física do que na pessoa em si e em seu potencial. Em outras palavras, inadvertidamente reforçava o estigma de que a pessoa com deficiência estaria apenas “parada”, esperando, em vez de evidenciar sua capacidade de agir e participar.
Felizmente, assim como evoluiu nossa compreensão sobre inclusão, evoluiu também o símbolo que a representa. Nos últimos anos, ganha força uma nova representação da acessibilidade, mais dinâmica, ativa e condizente com o momento atual. A figura humana agora aparece em movimento, inclinada para a frente, com os braços para trás impulsionando sua cadeira de rodas. Esse detalhe simples carrega um significado poderoso: a imagem deixa de ser apenas estática para “gritar” ação, autonomia, dinamismo e protagonismo. Não é mais alguém preso à cadeira; é alguém que vai, faz e participa. O novo símbolo reflete a pessoa com deficiência como agente ativo na sociedade, em constante movimento e desenvolvimento, rompendo de vez com a antiga noção de passividade.

Muito além da cadeira de rodas: autonomia, dignidade e pertencimento
Por trás desse novo ícone em movimento está uma mensagem clara: acessibilidade não diz respeito à caridade ou a concessões especiais, acessibilidade é direito, é autonomia, dignidade e pertencimento de todos. O objetivo da mudança não é meramente estético ou cosmético, mas sim alinhar o símbolo ao entendimento moderno de que pessoas com deficiência são cidadãs de direitos plenos e diversas em suas características. Desenvolvido pela ONU em 2015, o novo Símbolo Internacional de Acessibilidade busca englobar todos os tipos de deficiência (física, visual, auditiva, intelectual, psicossocial, etc.) e reforça que a acessibilidade vai muito além de rampas ou vagas reservadas. Ou seja, a inclusão não se limita a remover barreiras arquitetônicas; envolve também remover barreiras atitudinais, de comunicação e fornecer apoio para plena participação social.
Essa nova imagem estilizada, seja representada pelo cadeirante em ação ou pela figura humana de braços abertos dentro de um círculo, simbolizando acessibilidade universal, convida-nos a enxergar a deficiência com outros olhos. O novo símbolo mostra que acessibilidade não se limita a rampas e cadeiras de rodas. Trata-se de uma cultura de acolhimento e autonomia. Em outras palavras, é um lembrete de que verdadeira inclusão significa garantir igualdade de condições para que cada pessoa possa viver com autonomia, exercer sua dignidade e sentir-se parte integrante (pertencimento) da comunidade, sem preconceitos ou paternalismo.

Mudança simbólica, mudança de atitude
A troca do símbolo é um gesto simbólico, porém extremamente poderoso. Mais do que atualizar placas de estacionamento ou sinalizações em prédios, essa mudança visual lança um desafio importante para a sociedade: rever conceitos arraigados e abandonar estigmas. O novo ícone atua como um convite para reflexão, um “manifesto visual” que nos instiga a reavaliar nossas concepções sobre deficiência e inclusão. Ele nos pergunta se estamos realmente abrindo espaço para uma inclusão que vá além do discurso, materializando-se em oportunidades reais, e se estamos dispostos a desconstruir nossos preconceitos no dia a dia. Afinal, de nada adianta um símbolo moderno se não corrigirmos olhares antiquados.
Mais do que nunca, fica claro que a verdadeira inclusão começa na maneira como enxergamos o outro. Significa olhar para a pessoa com deficiência não com pena ou superioridade, mas com os olhos do respeito, da equidade e dos direitos. Significa reconhecer seu potencial, ouvi-la, incluí-la nas decisões e conviver em pé de igualdade. A imagem em movimento do novo símbolo vem nos lembrar constantemente disso: pessoas com deficiência são protagonistas de suas próprias histórias e têm o direito de ir e vir, de “estar” e “agir” onde quiserem.
Em suma, Acessibilidade em Movimento representa muito mais do que um ícone redesenhado. Representa uma mudança de paradigma, do estático ao dinâmico, do assistencialismo à emancipação. Que essa transformação sirva de inspiração para movimentarmos nossas atitudes também. Porque a inclusão real acontece quando cada um de nós, em cada interação diária, decide ver a pessoa antes da deficiência. E isso começa no olhar, um olhar renovado, sem barreiras, que enxergue além da cadeira, enxergue o ser humano com pleno respeito e igualdade. Somente assim construiremos, de fato, uma sociedade acessível, justa e acolhedora para todos.Comparação entre o símbolo antigo (à esquerda) – figura estática em cadeira de rodas – e o novo Símbolo Internacional de Acessibilidade (à direita), que transmite movimento e inclusão. Fonte: internet.
Por muitos anos, o símbolo internacional de acessibilidade foi representado por uma figura estática em uma cadeira de rodas. Criado em 1968 pela designer Susanne Koefoed, esse ícone azul com o desenho de uma pessoa com cadeira de rodas tornou-se onipresente em todo o mundo. Embora tenha sido fundamental para identificar espaços acessíveis e promover direitos, esse símbolo tradicional acabou transmitindo, para muitos, uma ideia de passividade, focando mais na limitação física do que na pessoa em si e em seu potencial. Em outras palavras, inadvertidamente reforçava o estigma de que a pessoa com deficiência estaria apenas “parada”, esperando, em vez de evidenciar sua capacidade de agir e participar.
Felizmente, assim como evoluiu nossa compreensão sobre inclusão, evoluiu também o símbolo que a representa. Nos últimos anos, ganha força uma nova representação da acessibilidade, mais dinâmica, ativa e condizente com o momento atual. A figura humana agora aparece em movimento, inclinada para a frente, com os braços para trás impulsionando sua cadeira de rodas. Esse detalhe simples carrega um significado poderoso: a imagem deixa de ser apenas estática para “gritar” ação, autonomia, dinamismo e protagonismo. Não é mais alguém preso à cadeira; é alguém que vai, faz e participa. O novo símbolo reflete a pessoa com deficiência como agente ativo na sociedade, em constante movimento e desenvolvimento, rompendo de vez com a antiga noção de passividade.

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Muito além da cadeira de rodas: autonomia, dignidade e pertencimento
Por trás desse novo ícone em movimento está uma mensagem clara: acessibilidade não diz respeito à caridade ou a concessões especiais, acessibilidade é direito, é autonomia, dignidade e pertencimento de todos. O objetivo da mudança não é meramente estético ou cosmético, mas sim alinhar o símbolo ao entendimento moderno de que pessoas com deficiência são cidadãs de direitos plenos e diversas em suas características. Desenvolvido pela ONU em 2015, o novo Símbolo Internacional de Acessibilidade busca englobar todos os tipos de deficiência (física, visual, auditiva, intelectual, psicossocial, etc.) e reforça que a acessibilidade vai muito além de rampas ou vagas reservadas. Ou seja, a inclusão não se limita a remover barreiras arquitetônicas; envolve também remover barreiras atitudinais, de comunicação e fornecer apoio para plena participação social.
Essa nova imagem estilizada, seja representada pelo cadeirante em ação ou pela figura humana de braços abertos dentro de um círculo, simbolizando acessibilidade universal, convida-nos a enxergar a deficiência com outros olhos. O novo símbolo mostra que acessibilidade não se limita a rampas e cadeiras de rodas. Trata-se de uma cultura de acolhimento e autonomia. Em outras palavras, é um lembrete de que verdadeira inclusão significa garantir igualdade de condições para que cada pessoa possa viver com autonomia, exercer sua dignidade e sentir-se parte integrante (pertencimento) da comunidade, sem preconceitos ou paternalismo.

Mudança simbólica, mudança de atitude
A troca do símbolo é um gesto simbólico, porém extremamente poderoso. Mais do que atualizar placas de estacionamento ou sinalizações em prédios, essa mudança visual lança um desafio importante para a sociedade: rever conceitos arraigados e abandonar estigmas. O novo ícone atua como um convite para reflexão, um “manifesto visual” que nos instiga a reavaliar nossas concepções sobre deficiência e inclusão. Ele nos pergunta se estamos realmente abrindo espaço para uma inclusão que vá além do discurso, materializando-se em oportunidades reais, e se estamos dispostos a desconstruir nossos preconceitos no dia a dia. Afinal, de nada adianta um símbolo moderno se não corrigirmos olhares antiquados.
Mais do que nunca, fica claro que a verdadeira inclusão começa na maneira como enxergamos o outro. Significa olhar para a pessoa com deficiência não com pena ou superioridade, mas com os olhos do respeito, da equidade e dos direitos. Significa reconhecer seu potencial, ouvi-la, incluí-la nas decisões e conviver em pé de igualdade. A imagem em movimento do novo símbolo vem nos lembrar constantemente disso: pessoas com deficiência são protagonistas de suas próprias histórias e têm o direito de ir e vir, de “estar” e “agir” onde quiserem.
Em suma, Acessibilidade em Movimento representa muito mais do que um ícone redesenhado. Representa uma mudança de paradigma, do estático ao dinâmico, do assistencialismo à emancipação. Que essa transformação sirva de inspiração para movimentarmos nossas atitudes também. Porque a inclusão real acontece quando cada um de nós, em cada interação diária, decide ver a pessoa antes da deficiência. E isso começa no olhar, um olhar renovado, sem barreiras, que enxergue além da cadeira, enxergue o ser humano com pleno respeito e igualdade. Somente assim construiremos, de fato, uma sociedade acessível, justa e acolhedora para todos.

Marcel Andrade Carone – Jornalista, apresentador de TV, empresário,empreendedor social comprometido com a inclusão, embaixador da Vitória Down, idealizador da “Brigada 21” e do “Pelotão 21”.
É diplomado pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e comendador do 38° Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro.

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