Carreata em homenagem a grupo folclórico é marcada por pedidos de justiça

Publicado em 11/09/2020 às 14:09

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Justiça. Esse foi o pedido dos integrantes da mobilização que homenageou as vítimas do acidente com o grupo de dança Bergfreunde, de Domingos Martins. Cerca de 40 veículos e mais de 100 participantes se concentraram na Praça Dr. Arthur Gerhardt, em Campinho, Sede do município, na tarde de ontem (10).

Familiares e amigos das vítimas foram para as ruas da cidade, em tributo às 11 vídas que se perderam no acidente que ocorreu há três anos. Os integrantes da mobilização vestiam camisas com as fotos dos entes que foram vitimados na tragédia, e nos veículos, foram colocados panos de cor preta, alguns também carregavam balões da mesma cor, em simbolismo ao luto vivido por parentes e amigos que participavam do ato.

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Com o apoio dos policiais militares da 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Domingos Martins e Marechal Floriano, os integrantes da carreata deixaram a pracinha de Campinho, passaram pela rodoviária e seguiram para Soído – localidade próxima do centro da cidade – onde pararam, e com a ajuda de um carro de som, que era guiado por Eden Schwambach Júnior, eles rezaram as orações do Pai Nosso e Ave Maria.

Por onde passavam, os manifestantes eram recebidos com palmas e acenos de mão, que vinham das janelas dos prédios. Vários moradores e comerciantes, em solidariedade, estenderam nas fachadas de suas casas e comércios, um pano de cor preta, em saudação à manifestação.

Carreata em homenagem a grupo folclórico é marcada por pedidos de justiçaDepois de terem feito as preces, a carreata seguiu até o portal da cidade martinense, e depois retornou para a pracinha de Campinho, onde se reuniram novamente. Lá chegando, houve um momento de forte emoção: algumas mães, com microfone em mãos, clamaram por justiça e quem estava por perto, não conseguia conter as lágrimas, vendo a dor e a tristeza, que depois de três anos parece não ter fim.

Ao final, as pessoas deram as mãos, fizeram um círculo e, novamente, elevaram seus pensamentos aos que se foram. A justiça, que tanto pediam, estava estampada nas costas das camisas dos manifestantes. “A gente só espera que a justiça não vire as costas para a gente”, disse, emocionada, uma das mães.

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