Presidente da EDP foge do debate e não comparece na comissão que investiga denúncias contra a concessionária

Publicado em 04/09/2019 às 13:26

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O Diretor Presidente da EDP, João Brito Martins, foi convocado para a reunião da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, mas não compareceu e nem enviou representante da empresa para prestar esclarecimentos sobre o novo laudo da Polícia Civil, que aponta várias irregularidades cometidas pela EDP/Escelsa contra os consumidores capixabas.

Através de nota, envida por sua assessoria, João Brito justifica não acatar a convocação por dois motivos: a convocação de uma empresa privada não está prevista na constituição do Estado do Espírito Santo (de acordo com o art. 34 XI e XII do regimento interno e art. 60, III e IV da constituição do Estado do Espírito Santo) e a EDP não pode se manifestar sobre os mencionados laudos do instituto de criminalística da Polícia Civil porque são de caráter sigiloso (conforme artigo 20 do código do processo penal).

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“A EDP faz um jogo de, quando é bom para a empresa, ela vira uma concessão federal. Quando não é bom, vira uma empresa privada. É brincadeira! Isso só me leva a crer ainda mais que a EDP tem muita culpa no cartório. Estava totalmente preparado para falar sobre as normas que estão desrespeitando, as fraudes que estão cometendo, mas infelizmente a EDP corre mais uma vez do debate. Vale lembrar que o não comparecimento a uma convocação pode acarretar em uma condução coercitiva”, disse o deputado estadual Vandinho Leite.

O parlamentar destacou ainda, que todas as denúncias e laudos já foram enviados para o Ministério Público do ES e que na próxima semana enviará também para a Polícia Federal, por entender que a EDP é uma concessão federal que atua em outros estados. Além disso, também prepara uma forte representação contra a empresa junto a Aneel.

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O que dizem os laudos da Polícia Civil

A troca de cabos de cobre por cabos de alumínio, que são mais baratos para a concessionária, faz com que os mesmos aqueçam e isso traz perdas, essas perdas resultam no aumento nas contas de energia. O tamanho dos cabos também foi alterado, de vinte e cinco milímetros para dezesseis milímetros. O cabo de alumínio mais fino esquenta mais e pode causar incêndios em áreas populosas, podendo ser considerado uma bomba relógio instalada nas casas dos capixabas.

Outra reclamação é o Sistema BTZero. “Os relógios são colocados em postes, ou seja, não ficam mais nas residências, o que gera vários problemas. Esse é um sistema de telemedição, que se deferência do sistema tradicional, pois quanto mais distante a casa for do poste, mais perda e mais se paga”, disse o deputado.

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