Postes de madeira afetam visual em região turística de Alfredo Chaves

Publicado em 25/12/2017 às 10:53

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A instalação de mais de 100 postes de madeira na localidade de Cachoeira Alta, em Alfredo Chaves, tem causado reclamações constantes de moradores da localidade, que alegam que os postes, que serão usados para a instalação de fios para a ligação de internet, irão atrapalhar a visão da região, que se destaca na área turística, principalmente pela prática de voo livre.

De acordo com moradores, em todo o percurso da estrada, de cerca de cinco quilômetros, passará uma rede de fibra óptica. Para isso, diversas árvores estão sendo podadas para a instalação da rede. A sugestão de alguns moradores é de que os fios poderiam ser subterrâneos, para não atrapalhar o visual da região.

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Inicialmente, o cabeamento também iria passar pela área onde são realizados os treinos para iniciantes do voo livre, impedindo a prática da atividade. Os postes de eucalipto também estavam comprometendo uma área de pouso dos pilotos e turistas na entrada da vila.

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Alguns moradores, que pediram para não serem identificados, afirmaram que a Prefeitura, que deveria zelar pelas belezas naturais da região, liberou a instalação dos postes sem consultar os proprietários dos terrenos. Alguns postes, após serem instalados ao lado da estrada, tiveram que ser retirados a pedido dos proprietários insatisfeitos com os mesmos.

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Por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura de Alfredo Chaves, que autorizou a empresa a instalar os postes, informou que, de acordo com o Setor Municipal de Arquitetura e Urbanismo, “não são os moradores que reclamaram da poluição visual, mas sim algumas pessoas”.

Sobre os postes, o mesmo setor da Prefeitura afirmou que eles são necessários para ligar a internet para a comunidade de Cachoeira Alta, “sendo uma reivindicação da própria comunidade”. Em relação ao modelo de instalação, a assessoria informou que representantes da Prefeitura se reuniram com a empresa responsável para a possibilidade de instalação de cabos subterrâneos, porém a empresa teria alegado a inviabilidade do projeto devido ao alto custo e que desistiria do projeto, nesta modalidade.

“Diante da necessidade dos moradores em utilizar o serviço (de internet), mais uma vez a Prefeitura se reuniu com representantes da escola de voo livre da região e da empresa responsável e, juntos, acordaram que nas proximidades de descida dos pilotos, o sistema de internet será subterrâneo e assim foi resolvido o impasse. O Setor de Arquitetura e Urbanismo ressalta ainda que os postes são de eucalipto, padronizados, e que os cabos são de fibra óptica muito discretos”, finalizou a nota da Prefeitura.

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