Espírito Santo avança na descarbonização e aposta em energias renováveis para impulsionar economia verde

Publicado em 11/06/2026 às 09:37

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Foto: Fernanda Furtado / SEAMA

O Espírito Santo apresentou, nesta quarta-feira (10), durante o 1º Encontro de Descarbonização promovido pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), um conjunto de estratégias para consolidar o Estado como referência nacional na transição para uma economia de baixo carbono. A apresentação foi conduzida pelo subsecretário de Estado de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, Robson Monteiro, que detalhou as ações da estratégia capixaba de transição energética.

Durante o encontro, Monteiro destacou que as mudanças climáticas já impactam os fluxos econômicos globais e que a descarbonização deixou de ser apenas uma pauta ambiental, tornando-se um elemento estratégico para aumentar a competitividade, atrair investimentos e estimular o desenvolvimento industrial.

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A estratégia estadual está baseada no Plano Estadual de Descarbonização, alinhado às metas nacionais e internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa. O objetivo é preparar o Espírito Santo para os desafios e oportunidades da nova economia verde.

O plano é estruturado a partir do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas (PCMC) e contempla ações de mitigação e adaptação em quatro áreas prioritárias: energia e indústria, transportes, resíduos e agropecuária, florestas e uso da terra (AFOLU). A meta estabelecida é alcançar a neutralidade climática líquida até 2050, com redução gradual das emissões nas próximas décadas.

Entre os destaques está o Fundo de Descarbonização, mecanismo já em operação por meio do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). O fundo reúne recursos públicos e privados para financiar projetos sustentáveis em áreas como energia solar, biogás, biometano, hidrogênio verde e tecnologias industriais limpas, oferecendo melhores condições de crédito para empresas comprometidas com metas de redução de emissões.

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Outra frente estratégica é o fortalecimento do Espírito Santo como polo de inovação em energias renováveis. O Estado aposta no potencial da geração eólica offshore, na ampliação da produção de biometano e no desenvolvimento da cadeia produtiva do hidrogênio sustentável. Entre as iniciativas em andamento estão parcerias internacionais voltadas ao mapeamento do potencial do hidrogênio verde e à implantação de um grande hub de H₂V na Grande Vitória.

A infraestrutura capixaba também foi apontada como um diferencial para a neoindustrialização verde. A combinação de logística portuária consolidada, parque industrial diversificado, ambiente regulatório em evolução e governança voltada à sustentabilidade fortalece a posição do Estado como destino competitivo para investimentos ligados à transição energética.

Segundo Robson Monteiro, os próximos desafios incluem acelerar a implementação dos instrumentos regulatórios, ampliar as fontes de financiamento, reduzir os riscos das operações de crédito e atrair investidores interessados na agenda de descarbonização.

A qualificação profissional também integra a estratégia estadual. O governo pretende ampliar investimentos na formação de mão de obra especializada para atender às demandas das novas cadeias produtivas sustentáveis.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Victor Ricciardi, a agenda da descarbonização representa uma oportunidade histórica de desenvolvimento para o Espírito Santo.

“Estamos construindo um modelo capaz de unir competitividade, inovação e sustentabilidade. A transição para uma economia de baixo carbono não é apenas uma resposta às mudanças climáticas, mas uma estratégia de desenvolvimento que gera empregos, atrai investimentos e prepara o Espírito Santo para liderar a indústria verde do futuro”, afirmou.

O 1º Encontro de Descarbonização da Findes reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e gestores públicos para debater os caminhos da transição energética, da infraestrutura sustentável e das oportunidades econômicas associadas à redução das emissões de carbono.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Seama

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