Preço do petróleo dispara após discurso de Trump e amplia tensão no mercado global
Publicado em 02/04/2026 às 13:43
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Os preços do petróleo dispararam na manhã desta quinta-feira (2), após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feito na noite de quarta-feira (1º). O barril do tipo Brent, referência internacional, chegou a cerca de US$ 108, com alta de quase US$ 8.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) avançaram cerca de US$ 10, alcançando US$ 111 por barril, no que pode representar a maior alta absoluta desde 2020. O WTI é extraído em território norte-americano e serve como principal referência de preços da commodity no mercado dos EUA.
A escalada ocorreu após Trump adotar um tom agressivo em seu discurso, no qual exaltou supostos avanços militares e prometeu intensificar os ataques nas próximas semanas.
“Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam”, declarou.
Ao longo da fala, o presidente norte-americano também afirmou, sem apresentar provas, ter “destruído” e “esmagado” forças militares iranianas, como a Marinha e a Força Aérea do país. A retórica repete declarações feitas por Trump nas últimas semanas, em redes sociais e por meio de sua porta-voz, nas quais sustentava que o Irã estaria praticamente derrotado — apesar de o conflito continuar em curso.
Guerra já dura 34 dias
A guerra no Irã começou em 28 de fevereiro, após ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano. Desde então, a tensão no Oriente Médio tem provocado forte instabilidade no mercado internacional de energia.
A preocupação do mercado se concentra especialmente no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo. A passagem responde por cerca de 20% do consumo global de líquidos de petróleo, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, o que ajuda a explicar a pressão sobre os preços.
Na quarta-feira (1º), o barril do tipo Brent era negociado pouco acima de US$ 101 — o equivalente a cerca de R$ 520. Antes do início da guerra, a cotação girava em torno de US$ 70.
Fonte: Agência Brasil