Lula vê última chance para acordo Mercosul e UE durante cúpula do Mercosul

Publicado em 17/12/2025 às 17:47

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (17), que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia tem, durante seu mandato, a última oportunidade de ser consolidado no próximo sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR), durante a Cúpula de Líderes do Mercosul.

“Se não fizer agora, o Brasil não fará mais enquanto eu for presidente”, declarou Lula ao final da última reunião ministerial de 2025, realizada na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília. O presidente disse manter expectativa de aprovação do acordo, mas ressaltou que o país já fez todas as concessões possíveis.

“Se disserem não, vamos ser duros daqui pra frente. Nós cedemos a tudo que era possível”, afirmou.

Lula explicou que a data da cúpula foi alterada para atender a um pedido da União Europeia e que foi informado sobre as dificuldades para a aprovação do acordo devido a pressões internas, especialmente na França e na Itália. As negociações entre Mercosul e União Europeia foram concluídas em dezembro do ano passado, após cerca de 25 anos de tratativas, mas ainda dependem da aprovação dos parlamentos dos países dos dois blocos. A resistência é maior em países como a França, sobretudo em relação a pontos ligados à produção agrícola.

Tensão internacional

Ainda durante a reunião ministerial, Lula manifestou preocupação com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela. Segundo ele, o Brasil e a América Latina precisam acompanhar com atenção o cenário externo.

“Estou preocupado com as atitudes do presidente Donald Trump com relação à América Latina. Nós vamos ter que ficar muito atentos com essa questão”, disse.

O presidente defendeu uma política de paz para a região, destacando que o continente não possui armas nucleares e que o Brasil não tem histórico de conflitos armados. Lula afirmou ter conversado com Trump sobre a importância do diálogo e se colocou à disposição para contribuir em uma conversa entre o presidente norte-americano e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

“É preciso ter vontade de conversar e paciência”, afirmou.

Agenda interna

No campo interno, Lula defendeu um salto de qualidade nas políticas públicas e ressaltou a responsabilidade do governo em prestar contas à população. Ele destacou o Bolsa Família como um programa de Estado.

“Quando a gente fala do Bolsa Família, não é mais um programa do governo, é um programa do Brasil”, disse.

O presidente avaliou que o país vive um momento amplamente favorável, embora isso, segundo ele, não se reflita com a intensidade esperada nas pesquisas de opinião, em razão da polarização política. Lula afirmou ainda que o discurso da equipe de governo precisa estar bem definido para o processo eleitoral do próximo ano.

Fonte: Luiz Claudio Ferreira e Andréia Verdélio – Repórteres da Agência Brasil

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