Espírito Santo amplia uso de armadilhas contra o Aedes aegypti

Publicado em 29/10/2025 às 08:30

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Foto: Freepik

As ações de enfrentamento ao Aedes aegypti no Espírito Santo passaram a contar, há pouco mais de um ano, com uma importante estratégia de vigilância. A implementação das armadilhas de oviposição, também chamadas ovitrampas, já é uma realidade em 34 municípios capixabas. Neste ano, a Secretaria da Saúde (Sesa) investiu R$ 211 mil na compra de 50 mil kits, e vem trabalhando para ampliar o alcance da estratégia para todo o Estado.

A metodologia da ovitrampa é coordenada pelo Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A estratégia visa a identificação das áreas de riscos por meio do monitoramento do quantitativo de ovos depositados nas armadilhas. Esse quantitativo é um dado importante para que as vigilâncias municipais atuem de forma assertiva nos territórios onde há maior densidade do vetor.

A Sesa começou a implantar a estratégia em abril de 2024, em 16 municípios. Neste ano, a secretaria já investiu R$ 211 mil na compra de 50 mil kits de ovitrampas, além do insumo utilizado para atrair o mosquito. Os kits vão auxiliar na implementação da estratégia em mais municípios, assim como a manutenção das ações nos 34 municípios que já contam com essa estratégia. Os kits são compostos por pote, palheta e clipe metálico para montagem da armadilha, além do levedo de cerveja em pó, que é utilizado como papel atrativo às fêmeas do Aedes aegypti e/ou Aedes albopictus.

De acordo com Roberto Laperriere, chefe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental, a estratégia também conta com um aplicativo, ofertado pela Fiocruz, para inserção das informações em um sistema georreferenciado.

“A ovitrampa traz como proposta o monitoramento do vetor no território e é uma excelente estratégia, mesmo em municípios com baixo quantitativo de agentes de endemia. A ferramenta vem para auxiliar o direcionamento de ações mais assertivas em áreas de risco, mostrando quais são essas áreas, onde há maior densidade de ovos, fazendo com que os municípios possam direcionar as ações a esses locais”, informou Laperriere.

A metodologia da ovitrampa é uma tecnologia simples, com comprovação científica e de baixo custo. As informações fornecidas pelas armadilhas direcionam ações capazes de auxiliar a interromper o ciclo de reprodução do mosquito. “A implementação acontece de forma escalonada, para ir alcançando cada vez mais municípios na adesão dessa metodologia. Concomitante, realizamos o treinamento e a capacitação das equipes municipais”, explicou Laperriere.

Como funciona a ovitrampa

A ovitrampa compõe a Diretriz Nacional para a Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas, do Ministério da Saúde, como uma estratégia a ser adotada para a Vigilância Entomológica do Sistema Único de Saúde (SUS). A Vigilância Entomológica trata de um conjunto de ações que visam identificar e monitorar, de forma oportuna e permanente, a presença dos vetores, os principais depósitos utilizados como criadouros, os níveis e locais de maior infestação e a distribuição geográfica dentro do território.

A ovitrampa funciona como uma armadilha para capturar ovos de mosquitos transmissores de arbovirose. Ela deve ser distribuída no território, seguindo definições técnicas preconizadas pelo Ministério da Saúde, dependendo da capacidade operacional local.

A palheta de coleta deve ser inspecionada e trocada periodicamente. No Estado, ela é retirada após uma semana para contagem de ovos. Após esse processo, a ovitrampa é higienizada com bucha e sabão; é feita uma nova mistura com levedo de cerveja e água e outra palheta é colocada.

Ovitrampa no Espírito Santo

A implementação da vigilância entomológica com armadilhas de oviposição (ovitrampas) para o direcionamento e o monitoramento de ações de controle do Aedes aegypti e/ou Aedes albopictus teve início em abril de 2024, em 16 municípios capixabas.

Atualmente, 34 municípios do Espírito Santo monitoram as armadilhas de oviposição, abaixo listados.

  • Região Norte de Saúde: Barra de São Francisco, Conceição da Barra, Montanha, Pedro Canário, Ponto Belo, São Mateus e Nova Venécia;
  • Região Central de Saúde: Linhares, Marilândia, Pancas, Rio Bananal, São Gabriel da Palha, Sooretama, São Domingos do Norte e Vila Valério;
  • Região Metropolitana de Saúde: Afonso Cláudio, Aracruz, Fundão, Ibiraçu, Itaguaçu, Domingos Martins, Serra e Venda Nova do Imigrante;
  • Região Sul de Saúde: Cachoeiro de Itapemirim, Guaçuí, Iconha, Marataízes, Muniz Freire, Presidente Kennedy, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiacá, Mimoso do Sul e Rio Novo do Sul.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Sesa

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