Exportações de café do Espírito Santo caem 13% em julho, com forte queda no café solúvel

Publicado em 14/08/2025 às 09:51

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saca de café-freepik

Foto: Freepik

O Espírito Santo exportou 432 mil sacas de café em julho de 2025, volume 13% menor que o registrado em junho. O café solúvel apresentou a maior retração no período, com queda de 24%, seguido pelo conilon (-12%). Apenas o café arábica registrou alta, de 4%. No total, foram embarcadas 30 mil sacas de arábica, 364 mil de conilon e 38 mil de solúvel.

A receita cambial também recuou, caindo de US$ 148 milhões em junho para US$ 120 milhões em julho, queda de 19%. O preço médio da saca de 60 kg foi de US$ 279, valor 7% inferior ao mês anterior e o segundo recuo mensal consecutivo. Apesar disso, no acumulado do ano, o preço médio de exportação do café capixaba está em US$ 308, alta de 61% frente ao mesmo período de 2024.

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Na comparação com julho de 2024, o volume exportado caiu 40% e a receita 25%. Entre janeiro e julho, o Espírito Santo exportou pouco mais de 2 milhões de sacas, redução de 57% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita acumulada foi de US$ 635 milhões, 31% menor. No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações somam 5,7 milhões de sacas, queda de 31%, mas a receita subiu 4,8%, alcançando US$ 1,53 bilhão.

Em julho, o México liderou as compras, com 14% do total, seguido por Colômbia (13,29%), Bélgica (13,1%), Estados Unidos (8,08%) e Itália (7,98%). No acumulado de 2025, a Bélgica ocupa a primeira posição, com 18,4% das compras, seguida por Estados Unidos (10,72%) e Argentina (8,66%).

Os EUA mantêm relevância histórica nas exportações capixabas, principalmente no café solúvel, representando em média um terço das compras desse produto nos últimos anos. Em julho, as vendas para o mercado americano caíram 19% no total e 53% no café solúvel, influenciadas pela nova tarifa de 50% sobre o café brasileiro. Para efeito de comparação, a Colômbia foi tarifada em 10% e o Vietnã em 20%.

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O Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) avalia que os impactos negativos serão inevitáveis no curto prazo, defendendo medidas para recuperar a competitividade e manter o diálogo diplomático com os Estados Unidos. Segundo a entidade, fatores como tributos internos, políticas de financiamento, logística portuária, promoção comercial e barreiras fitossanitárias também influenciam diretamente o desempenho das exportações, além das novas exigências do Regulamento Europeu contra o desmatamento (EUDR).

Fonte: CCCV

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