Brasil retoma produção nacional de insulina após mais de 20 anos

Publicado em 14/07/2025 às 13:47

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Foto: Walterson Rosa/MS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu nesta sexta-feira (11) o primeiro lote de insulinas produzidas no Brasil por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). A entrega foi realizada na fábrica da Biomm, localizada em Nova Lima (MG), e marca a retomada da fabricação do medicamento com 100% de tecnologia nacional, após mais de duas décadas.

A produção é resultado da transferência de tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt para o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a empresa brasileira Biomm.

“Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Depois de mais de duas décadas, o Brasil volta a produzir insulina humana para atender o SUS. É uma conquista que representa soberania, tecnologia nacional e mais segurança para quem depende desse medicamento”, afirmou Padilha.

No total, foram entregues 207.385 unidades, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH. A expectativa, após a conclusão da transferência de tecnologia, é que o país passe a produzir 50% da demanda do SUS para esses dois tipos de insulina — o equivalente a cerca de 45 milhões de doses por ano.

A iniciativa representa um investimento de R$ 142 milhões e deve beneficiar cerca de 350 mil pessoas com diabetes no país. Estão previstas entregas de 8 milhões de unidades de insulina entre 2025 e 2026, incluindo frascos e canetas aplicadoras.

“Uma iniciativa como essa garante estabilidade e segurança, mesmo diante de crises como a da pandemia. Cerca de 10% da população tem diabetes, e parte dessas pessoas precisa de insulina diariamente”, destacou o ministro.

Transferência de tecnologia fortalece o SUS

Com a PDP, Funed e Biomm assumem gradualmente as etapas de produção do medicamento, incluindo o controle de qualidade, formulação, embalagem e produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). A expectativa é que, ao final do processo, a produção da insulina seja totalmente nacional, abastecendo o Sistema Único de Saúde (SUS) de forma autônoma.

As PDPs são parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com foco em reduzir a dependência de insumos importados e fortalecer a produção interna de medicamentos essenciais.

Produção de insulina glargina também será nacional

Além da retomada da produção das insulinas humanas NPH e regular, o Ministério da Saúde aprovou, no início de 2025, nova PDP para produção nacional de insulina glargina, usada no tratamento de diabetes tipo 1 e 2. O projeto reúne Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee, com previsão de fabricação de 20 milhões de frascos para o SUS.

Atendimento integral no SUS

O SUS oferece tratamento completo para pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o fornecimento gratuito de medicamentos e insulinas. Atualmente, estão disponíveis quatro tipos de insulina: NPH, regular, análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetáveis, de acordo com o quadro clínico do paciente.

Fonte: Ministério da saúde

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