Estudante de Domingos Martins sofre ameaças de morte em grupo de WhatsApp e caso chega à Assembleia Legislativa

Publicado em 07/05/2025 às 13:10

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Alcântaro Filho (centro) preside o colegiado / Foto: Max Fonseca

Uma adolescente de 15 anos, estudante de uma escola estadual em Domingos Martins, foi alvo de ameaças de morte feitas por colegas de turma em um grupo de WhatsApp criado para organizar ofensas e ataques à jovem. A denúncia foi apresentada nesta terça-feira (6) à Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), que prometeu cobrar providências das autoridades educacionais e de segurança.

Segundo relato da mãe da estudante, Ana Násily, os adolescentes participantes do grupo trocavam mensagens mencionando o uso de armas brancas, explosivos e machados para agredir a filha. Ainda de acordo com ela, a direção da escola minimizou o caso, tratando as mensagens como uma “brincadeira de mau gosto” e se recusou a aplicar qualquer punição aos envolvidos.

“Fui à polícia, registrei boletim de ocorrência e acionei o Judiciário. A juíza determinou a troca dos alunos de turma, mas a escola não acatou nem colaborou com a investigação. Minha filha não vai sair da escola. Isso não é brincadeira. Tragédias costumam ser precedidas por esse tipo de atitude, e não podemos nos calar”, declarou Ana, emocionada, durante a reunião da comissão.

O presidente do colegiado, deputado Alcântaro Filho (Republicanos), classificou a situação como gravíssima e relembrou o ataque ocorrido em 2022 em uma escola de Aracruz, quando um ex-aluno matou quatro pessoas e feriu outras nove. A comissão informou que vai oficiar a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) cobrando informações sobre o caso e também vai acionar o Conselho Tutelar e as autoridades policiais e judiciais do município.

Além desse caso, o colegiado também ouviu o depoimento de Alexandra Amaral, mãe de um aluno autista de 15 anos matriculado em uma escola estadual da Serra. Ela denunciou episódios de agressões físicas, abandono e regressão pedagógica desde que a cuidadora e a professora de educação especial que acompanhavam o filho foram retiradas da escola no início do ano letivo de 2025.

Segundo Alexandra, o adolescente chegou a apresentar ferimentos ao voltar da escola, e as cuidadoras atuais se recusam a acompanhá-lo de forma adequada. A mãe registrou boletim de ocorrência e acusa a instituição de negligência. “Tudo que tivemos de avanço em 2023 e 2024 foi perdido em apenas um trimestre. Meu filho não tem mais condições de ir à escola com os próprios agressores trabalhando lá dentro”, relatou.

A comissão vai solicitar oficialmente à Sedu o retorno dos profissionais que atendiam o aluno e investigar as denúncias de agressão. Também será sugerida uma reunião entre a escola e a família, com participação de representantes do colegiado.

Fonte: ALES / Texto: Raquel Salaroli

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