Exposição que celebra centenário de Maestro Willy fica até dia 15 de abril em Domingos Martins

Publicado em 10/04/2025 às 08:07

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Maestro Willy - Julio Huber

Texto: Bruno Caetano / Fotos: Julio Huber e Marcos Miertschink

O legado musical de Guilherme José Brickwedde, o eterno “Seu Willy”, continua a influenciar a identidade cultural de Domingos Martins, mesmo após sua partida, ocorrida em 4 de novembro de 2018. Suas músicas ainda ecoam pelas montanhas e ruas da cidade, impactando festas e cerimônias locais.

Seu nome é sinônimo de respeito, e o som de sua banda permanece como uma memória viva de sua paixão pela arte. A contribuição de Willy, como afirmam amigos e colegas, vai além da música, estendendo-se à construção de uma tradição cultural transmitida de geração em geração.

Para celebrar o centenário de seu nascimento, em março foi inaugurada uma exposição no antigo Hotel Imperador em sua homenagem. A mostra reúne registros históricos, partituras, instrumentos e documentos que relembram a trajetória de um dos maiores nomes da cultura local. A visitação é gratuita e segue até a próxima terça-feira (15).

Nascido em 2 de março de 1925, Seu Willy foi um pilar do desenvolvimento cultural de Domingos Martins, especialmente na música. Autodidata, aprendeu diversos instrumentos e fundou, em 1957, a Banda Cultural Martinense, que se tornou um símbolo da comunidade.

Além de talentoso músico, compôs obras marcantes como o Hino do Município de Domingos Martins e o Hino do Centenário da Igreja Luterana. Também se destacou como poeta e contista e foi idealizador do tradicional Carnaval de Rua de Campinho.

Sob sua liderança, a banda reuniu cerca de 200 músicos, sempre mantendo um espírito de união e voluntariado. Seu último desejo “Não deixem a banda morrer”, segue sendo honrado pelos atuais regentes, Jarbas Rocha e Pablo Monteiro de Assunção, e pelos 19 integrantes do grupo.

Ronaldo Salles de Sá, integrante do Grupo Cultural Martinense, destaca a eterna influência de Willy. “O legado dele continua a nos influenciar, mantemos as músicas que ele compôs e o espírito de adaptação que ele nos ensinou”, explica.

O músico também relembra que o maestro sempre dizia que o importante era o que se ouvia, e não o que estava escrito, pois a execução precisava fazer sentido para o grupo. “Hoje, estamos ampliando nosso trabalho com parcerias, como a realizada com o Sicoob, o que permite a interação com grupos de dança, algo que ele sempre desejou”, afirma.

Ronaldo também compartilha suas lembranças pessoais. “Convivi com ele por cerca de 12 anos e fui sempre muito bem recebido. Ele era rigoroso, mas justo e carismático. Sua maior preocupação era manter a música viva. Hoje, seguimos renovando o grupo e atraindo novos músicos para manter essa memória viva”, conclui.

Além de seu trabalho musical, Willy sempre valorizou a cultura local, resgatando canções de raiz alemã e italiana, além de composições sacras que ainda são executadas nas celebrações da Igreja Luterana. Desde a primeira apresentação do grupo na Festa da Colheita, em 1957, essa tradição é mantida, e o grupo também participa todos os anos da Festa de Corpus Christi em Paraju.

O centenário de Guilherme José Brickwedde é uma celebração de um legado imensurável. Seu amor pela música e pela cultura continua vivo em cada nota tocada pela Banda Cultural Martinense e em cada pessoa que teve o privilégio de conhecê-lo.

Serviço:

Exposição em Homenagem ao Centenário do Sr. Guilherme José Brickwedde, o Maestro Willy

Local: antigo Hotel Imperador, Centro, Domingos Martins

Data: até 15 de abril

Entrada: gratuita

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