Antigas pinturas rupestres despertam mistérios gravados na pedra em parque nacional do Brasil

Publicado em 05/04/2025 às 09:42

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pinturas rupestres

Foto: Parquetur/Divulgação

Uma descoberta arqueológica surpreendente está reescrevendo a história da ocupação humana no Brasil. Em uma altitude de 2.350 metros, no recém-nomeado Sítio Arqueológico Agulhas Negras, pinturas rupestres milenares foram identificadas por Andrés Conquista, supervisor da Parquetur – concessionária responsável pela administração do Parque Nacional do Itatiaia.

Ele compartilhou sua empolgação com a descoberta. “Eu me senti imensamente feliz com o que encontrei, sabendo que milhares de visitantes e pesquisadores já passaram por aqui sem se darem conta de que a história estava gravada nessas pedras”, disse.

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Os registros apresentam formas geométricas, zoomorfas e bicromia, com predominância de tons de vermelho e amarelo-alaranjado. Um dos desenhos se destaca pela semelhança com a silhueta de um lagarto visto de cima, evocando traços que lembram a Tradição São Francisco, característica de regiões entre Minas Gerais e Bahia. Se confirmada essa relação, este achado se tornaria o registro mais ao sul dessa tradição, ampliando as evidências das conexões culturais entre diferentes povos.

Pedro Cleto, diretor executivo da Parquetur, ressalta que a descoberta reforça a importância da conservação do Itatiaia. “Não só como uma reserva natural, mas como um portal para compreendermos a história das civilizações que habitaram essa região”, afirma.

A data exata das pinturas ainda não foi determinada, mas as análises estão sendo conduzidas por especialistas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Enquanto os especialistas conduzem as análises para datar as pinturas, o acesso ao sítio permanece restrito para garantir a preservação desse valioso patrimônio.

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Felipe Cruz Mendonça, chefe do Parque Nacional do Itatiaia/ICMBio, conclui que a preservação desse legado é essencial para desvendar os mistérios das antigas ocupações humanas e fortalecer a compreensão das culturas que moldaram o passado.

Esta descoberta milenar, envolta em mistério e beleza, promete revelar novas histórias sobre as raízes do povo brasileiro, despertando o interesse tanto de pesquisadores quanto de visitantes para os segredos ainda ocultos na rocha.

Fonte: Parquetur

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