Brasil avança no combate à fome, mas enfrenta desafios em saúde e educação

Publicado em 22/10/2024 às 16:06

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A beautiful view of a small town in the mountains during sunset in Brazil

Foto: Freepik

O Brasil registrou uma melhora na classificação em muitos índices dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) em 2023, em comparação ao ano anterior. No entanto, o desempenho do país ainda é considerado baixo, com apenas 13 das 168 metas apresentando progresso satisfatório, em contraste com apenas 3 em 2022. Essa informação é parte de um relatório do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030, elaborado pela ONG Gestos, que analisa os ODS da ONU no Brasil.

Embora o combate à fome tenha avançado, as áreas de saúde e educação continuam a ser fatores que impactam negativamente o país.

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Os dados são do Relatório Luz, divulgado na terça-feira (22). Produzido pela ONG Gestos, esse documento é o principal instrumento de monitoramento dos ODS da ONU no Brasil. O destaque do país foi na área de combate à pobreza, que apresentou mais metas em progresso, enquanto os resultados na educação e saúde foram os piores.

O estudo de 2023 mostrou uma redução significativa nas metas com retrocesso, de 102 para 40, entre os dois anos analisados. No total, 168 metas foram avaliadas no Brasil em relação aos 17 ODS.

Os melhores resultados foram registrados no ODS 1, que se concentra na erradicação da pobreza, onde cinco das sete metas foram consideradas satisfatórias. Juliana Cesar, vice-presidente do C20 Brasil e membro da Comissão Nacional dos ODS, comentou sobre o contexto de fome e pobreza: “Estávamos em um abismo, com uma situação devastadora devido à gestão das políticas públicas pelo governo anterior e ao impacto da pandemia.”

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Ela enfatizou que a retomada das políticas públicas traz respostas mais rápidas, especialmente em relação à fome, afirmando que uma pessoa que recebe uma renda básica pode rapidamente sair dessa situação. Em contrapartida, os cenários de saúde e educação ainda apresentam as piores classificações de retrocesso. Muitos dos desafios nessas áreas começaram em 2017, quando o relatório foi inicialmente elaborado.

Juliana Cesar destacou que a análise desses temas requer um olhar mais demorado, pois não há resultados imediatos como na luta contra a fome. A maioria das metas permanece estagnada, o que é preocupante, pois uma meta que não avança por muito tempo pode evoluir para uma situação ameaçada e, eventualmente, retroceder.

Fonte: UOL

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