Autoridade de saúde dos EUA declara violência armada como ‘crise de saúde pública’

Publicado em 25/06/2024 às 13:22

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USA health care cost, coronavirus days. Medical stethoscope, protective face mask and piggy bank on a US of America flag, banner.

Foto: Freepik

A principal autoridade de saúde dos Estados Unidos divulgou um relatório, nesta terça-feira (25), declarando a violência armada como uma “crise de saúde pública” e pedindo um amplo controle de armas, uma medida que historicamente tem enfrentado forte oposição.

O parecer do cirurgião-geral Vivek Murthy, nomeado pelo presidente Joe Biden, é o primeiro grande relatório sobre a violência armada elaborado por seu gabinete, que possui autoridade limitada, mas desempenha um papel público significativo em questões de saúde pública.

Um estudo semelhante sobre o tabaco na década de 1960 é considerado o primeiro passo fundamental para alertar sobre seus riscos, o que levou a novas regulamentações e a uma queda acentuada no consumo.

“A violência armada é uma crise urgente de saúde pública que levou à perda de vidas e à dor profunda e inimaginável para muitos americanos”, disse Murthy em comunicado.

“Não temos que continuar neste caminho e não temos que submeter nossos filhos ao horror da violência com armas de fogo nos Estados Unidos. Todos os americanos merecem viver livres da violência armada, do medo e da devastação que isto traz”, acrescentou.

O relatório cita dados governamentais e outros que mostram que os EUA são um caso incomum em termos de mortes e ferimentos por armas de fogo, sobretudo entre crianças.

Nos últimos anos, estes armamentos se tornaram a principal causa de morte entre americanos com idades entre um e 19 anos, acima dos acidentes de trânsito, segundo o relatório.

Em 2022, 48.204 pessoas morreram em consequência do uso de armas de fogo, incluindo suicídios.

“Será necessário o compromisso coletivo de nossa nação para mudar o rumo da violência armada”, disse Murthy, fazendo um apelo a investimentos em investigação, programas de educação comunitária, apoio à saúde mental e controles mais rigorosos sobre a compra de armas.

O relatório também pede o armazenamento seguro de armas de fogo, a implementação de verificações universais de antecedentes criminais e a proibição de rifles de assalto.

Biden e os ativistas pelo controle de armas pediram medidas semelhantes.

Os Estados Unidos registram frequentes ataques a tiros em massa, inclusive em escolas, mas as reformas têm sido frustradas durante décadas pela oposição do lobby das armas e pelos legisladores republicanos.

Ações executivas e iniciativas estatais têm sido atacadas judicialmente por violarem o direito constitucional de posse de arma de fogo, citado na Segunda Emenda.

Fonte: Portal IG

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