Consulta pública vai colher sugestões sobre ações de prevenção do mormo e da anemia infecciosa equina

Publicado em 25/08/2022 às 16:32

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, nesta quinta-feira (25), as Portarias nº 643 e nº 644 que submetem à consulta pública, pelo prazo de 45 dias, as propostas que aprovam as diretrizes e definem as competências para a prevenção, o controle e a erradicação do mormo e da anemia infecciosa equina (AIE), no âmbito do Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos (PNSE).

As propostas apresentadas buscam melhorar a efetividade do PNSE, dando mais autonomia na condução do programa para os órgãos executores de sanidade agropecuária dos Estados ou do Distrito Federal na definição de diretrizes, estratégias e orientações para a prevenção e o controle da AIE e para a prevenção, controle e erradicação do mormo em seus territórios, especialmente, relativas ao trânsito intraestadual e intradistrital; às exposições, feiras, leilões e demais aglomerações de equinos; à certificação das propriedades; à vigilância epidemiológica; aos procedimentos em focos da doença e, especialmente, à educação e comunicação em saúde animal.

“Para a efetividade do PNSE como política pública em saúde animal devem ser observados, entre outros aspectos, a caracterização produtiva e o perfil epidemiológico das doenças alvo na unidade da Federação pertinente, a viabilidade técnica e operacional de implementação das medidas necessárias para alteração deste perfil epidemiológico, e o envolvimento e as responsabilidades das partes interessadas, no âmbito dos setores público e privado”, destaca o diretor de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

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As propostas também destacam as ações de educação, conscientização e comunicação de risco em saúde animal, a necessidade da utilização dos indicadores de desempenho dos componentes do sistema de vigilância e a definição clara das metas e resultados esperados. Além disso, busca modernizar os procedimentos de coibição de fraudes, por meio da utilização de recursos tecnológicos modernos de identificação animal e do material biológico coletado.

“Compreendemos que a indisponibilidade de imunógenos (vacinas) e tratamentos terapêuticos eficazes contra o mormo, até a presente data, sugerem que as medidas de enfrentamento para essa doença devem continuar seguindo o que todos os países com equideocultura expressiva no mundo e que a erradicaram, optaram, que são as baseadas em políticas rigorosas por meio da testagem de animais e sacrifício dos soro-reagentes”, relata Moraes.

As medidas a serem adotadas compreendem controles estritos em aglomerações, implementação de sistemas de identificação e rastreabilidade animal associado à sistemas de vigilância epidemiológica robustos, seguidos de intervenção imediata quando da detecção de casos e acompanhamento do saneamento de todos os focos da doença e seus vínculos pelos serviços veterinários, além, e, principalmente, da  sensibilização e participação ativa dos criadores com a implementação de medidas efetivas de boas práticas de prevenção na equideocultura.

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As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/

PNSE

O Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos (PNSE) foi instituído no âmbito do Mapa pela Instrução Normativa n˚ 17/2008, com o objetivo de fortalecer o complexo do agronegócio dos equídeos.

Mormo e AIE são doenças que acometem os cavalos, os jumentos e os muares ou burros e estão na lista das doenças de notificação obrigatória da Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA). Em 2021, o Mapa registrou 2.290 casos de AIE e 207 casos de mormo. O sacrifício dos animais positivos é obrigatório.

No Brasil, a anemia infecciosa equina (AIE) foi descrita pela primeira vez em 1967 e, desde então, tem sido registrada sua ocorrência em todo o país, sendo considerada doença endêmica na população de equinos. 

Já o mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei de ocorrência rara em humanos, mas quando o acomete, normalmente é fatal. É uma doença ocupacional, tratadores, veterinários e trabalhadores de laboratórios estão mais sujeitos à contaminação. Com exceção do Brasil, outros países da América do Sul não tem registrado ocorrência da doença, até a presente data, segundo a OMSA.

Fonte: Ministério da Agricultura

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