Thiago Ávila retorna ao Brasil após detenção por Israel durante missão humanitária à Gaza

Publicado em 13/06/2025 às 11:08

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O ativista Thiago Ávila, um dos 12 tripulantes da Coalizão Flotilha da Liberdade, chegou ao Brasil nesta quinta-feira (13), após ter sido detido por Israel durante uma missão humanitária com destino à Faixa de Gaza. A embarcação levava ajuda aos palestinos quando foi interceptada.

Ávila desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, onde foi recepcionado por militantes pró-Palestina com cartazes e bandeiras em apoio à causa. Em meio às manifestações, ele relatou que ainda vestia o uniforme usado durante os dois dias em que esteve em uma cela solitária, após sua prisão. Ele elogiou o apoio prestado pela diplomacia brasileira durante o episódio, classificando a atuação como “extremamente solícita”.

Durante a detenção, Thiago Ávila fez greve de fome em protesto. Em entrevista, descreveu a cela onde ficou como uma masmorra de aparência antiga, mas com apenas cerca de 80 anos. Segundo ele, a presença da eurodeputada Rima Hassan foi crucial para evitar uma repressão ainda mais severa contra os integrantes da missão.

Questionado sobre possíveis agressões, o ativista afirmou que, embora tenha sofrido violações de direitos, sua situação representa apenas uma fração da violência enfrentada diariamente pelos palestinos. Ele também denunciou uma tentativa de “manobra publicitária” por parte das autoridades israelenses, que teriam forçado os ativistas a assinar documentos reconhecendo uma entrada ilegal no território. Ávila recusou-se a assinar e foi banido do país por 100 anos.

O militante defendeu o rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Israel. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria, nesse contexto, a chance de adotar uma postura histórica e ampliar sua liderança internacional. “O Brasil precisa se desvincular dessa ideologia odiosa”, afirmou.

Após reencontrar a esposa e a filha de sete meses, Ávila comentou ainda sobre os desafios enfrentados por jornalistas na cobertura do conflito, reconhecendo que muitos profissionais desejam relatar a verdade, mas enfrentam limitações impostas por seus superiores. “Nem sempre as estruturas permitem que isso aconteça”, disse.

Ele também destacou a importância de diferenciar antissionismo de antissemitismo e lembrou que há judeus em todo o mundo solidários à causa palestina. “O imperialismo britânico e o sionismo destruíram o sonho de convivência pacífica entre os povos”, observou.

Por fim, Ávila chamou a população a se unir contra o que considera “o inimigo número 1” da atualidade: o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo ele, a verdadeira resposta está na solidariedade, no afeto, no amor e na persistência.

Fonte: Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

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