Poluição e mudanças climáticas exigem cuidados com os olhos

Levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra um crescimento de 8% da poluição global em 2016. O estudo também registra que mais de 80% da população da área urbana está exposta a níveis de poluição acima do recomendado. Esse contato em excesso facilita o surgimento de problemas como o câncer de pulmão e outras doenças relacionadas. Além disso, as impurezas do ar podem gerar danos aos olhos – os órgãos externos mais frágeis do corpo.

Nesse contexto, Dr. Adelmo Jesus, oftalmologista do Visão Institutos Oftalmológicos, em Brasília, explica que quanto mais poluição, maior a possibilidade de contato com poeira e pequenas partículas, podendo desenvolver incômodos e lesões oculares. O especialista ainda esclarece que é possível ocorrer alterações na produção das secreções normais do olho. Dentro dessas modificações é comum surgirem incômodos como o terçol – pequeno furúnculo na região dos cílios – ou evoluir para lesões mais graves como o calázio – evolução do terçol. “Além disso, a síndrome do olho seco é comum, devido a alteração nas glândulas lacrimais”, acrescenta.

MudançasO médico alerta também para as alterações climáticas que interferem diretamente na saúde ocular. “As variações do clima modificam os mecanismos normais dos olhos. Por exemplo, quando o tempo está mais seco, a lubrificação ocular fica comprometida, causando ardência, vermelhidão e sensação de corpo estranho. Essa situação é menos comum quando estamos em estações climáticas mais úmidas”, explica.

No inverno, quando a temperatura e a umidade do ar geralmente são mais baixas, o cuidado com os olhos também deve estar presente. “No frio pode ocorrer a diminuição da produção de lágrimas e maior exposição ocular a organismos lesivos. Além disso, há a diminuição da sensibilidade, facilitando o aparecimento de lesões graves, como úlceras na córnea”, esclarece.

Dicas

Para cuidar bem da saúde dos olhos nos dias mais quentes e com maior exposição solar, Dr. Adelmo orienta sempre o uso de óculos escuros e proteções na cabeça – bonés e chapéus. Quando o clima estiver mais frio e seco, o conselho é não coçar os olhos e lavá-los com soro fisiológico, para lubrificá-los. “Qualquer sintoma ocular que o paciente sinta, um oftalmologista deve ser consultado para que as dúvidas sejam esclarecidas e a orientação e o tratamento corretos sejam realizados”, acrescenta.

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