Programa Agrinho completa 15 anos de história no Espírito Santo

Felicidade estampada no rosto, saltos de alegria e muita, muita festa. Foi assim que o Agrinho completou seus 15 anos de atuação no Espírito Santo com um evento de premiação especial para todos os alunos, professores e pedagogos que participaram.

O programa, que é promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (SENAR-ES), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES), os Sindicatos Rurais e as secretarias municipais de educação, trabalhou durante o ano o tema "Inovação e Tecnologia em Defesa do Meio Ambiente".

A premiação ocorreu no Sesc Praia Formosa, Aracruz (ES), nesta quarta-feira (04), e 125 prêmios foram entregues aos ganhadores que desenvolveram durante o ano desenhos, redações, relatos da experiência pedagógica e das atividades realizadas no município.

O evento contou com muita diversão para as crianças. Teve foto ao vivo, área de jogos online, giro radical, óculos de realidade virtual, oficina de cata vento, show musical e apresentação de robôs.

A superintendente do SENAR-ES, Letícia Toniato Simões, conta um pouco do que foi o evento. "Esse momento é especial e tudo foi pensado para os protagonistas destes 15 anos de Agrinho, as crianças. Remodelamos todo o envolvimento desta premiação para acolher os participantes para que eles se sentissem especiais. Agradeço aos professores que atuam nesta gratificante missão de educar, pois este é o pilar de tudo, e nós enquanto sociedade só viveremos em um mundo melhor se investirmos cada vez mais na educação. Não podemos só pensar no avanço tecnológico, mas também em valorizar o ser humano", disse.

O Programa Agrinho reforça a ideia do cultivar além da terra, como destaca o presidente da FAES, Júlio Rocha. "Nós cultivamos gente também. E com certeza o Sistema FAES, SENAR-ES por meio do Agrinho contribui na formação de cidadãos mais preparados para a vida. A minha palavra é de gratidão a todos os professores e parceiros que contribuíram para que pudéssemos colher estes resultados esperançosos nestes 15 anos de atuação no Espírito Santo".

O Programa Agrinho é cheio de histórias. Começou com sete municípios e hoje já são 54. Um crescimento que reflete nos mais de 80 mil alunos que participam. A coordenadora do Agrinho, Tereza Zaggo, fala desse crescimento. "Quando começamos o programa, em 2005, tínhamos dez mil alunos inseridos. O programa cresceu e tem sido reconhecido pelas secretarias municipais de educação. Recebemos diversos depoimentos de pessoas do interior que dizem que o Agrinho faz a criança crescer e criar novas oportunidades. O diferencial em nosso programa é que o aluno é quem identifica o que é necessário para mudar em seu entorno, por meio de situações que ele enxerga que precisa mudar. Depois disso a criança propõe como melhorar".

A história do professor de história da EMEF Elza de Castro Scardini, em Iúna, Victor Silva Salaroli do Nascimento, também se encontrou com o Programa Agrinho e foi sucesso dentre tantas outras. Ele conquistou a primeira colocação na categoria experiência pedagógica com uma fossa ecológica desenvolvida na escola. O projeto foi muito bem visto e a escola conseguiu outras 100 fossas sépticas da prefeitura para a comunidade.

"Todo o esgoto da cidade era dispensado no rio que corta o distrito, de onde é captada a água que a população consome. E a partir deste problema desenvolvemos uma fossa séptica na escola. Como professor de história eu acredito que o homem é história e ele muda no decorrer do tempo. Já é visível nos alunos uma mudança de atitude, eles estão bem mais críticos", destacou Victor.

Na cerimônia de premiação do Agrinho participaram mais de 2.000 pessoas. Os vencedores receberam motocicleta, notebook e impressora, smart TV, bicicleta e mochilas de material reciclado, de acordo com a categoria e a colocação.

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