Agronegócio representou 43% do total exportado pelo Brasil em 2019

As vendas externas do agronegócio somaram US$ 96,8 bilhões no ano passado, representando 43,2% do total exportado pelo Brasil, segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Apesar de uma redução do valor real do total exportado em relação a 2018, 4,3% menor, causado pela queda do índice de preços das exportação, a participação do agronegócio nas receitas externas totais do país foram maiores que o ano anterior, quando atingiu 42,3%. A marca ainda é menor que a alcançada em 2015, quando as exportações do agronegócio representaram 46,2% da balança comercial.

Exportações do agro beiram U$ 1 trilhão nos últimos 10 anos

De 2010 a 2019, o agronegócio gerou receitas da ordem de US$ 931 bilhões para o País. Com receitas anuais acima da casa dos U$ 90 bilhões, a partir de 2011, os números são bem superiores aos dez anos imediatamente anteriores, quando a média anual de exportações do agro se manteve no patamar de US$ 43 bilhões, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e do Ministério da Agricultura. E a perspectiva é de crescimento nos próximos anos.

Nos últimos anos, o Brasil ganhou espaço no mercado externo com o avanço de vários produtos, com destaque para a soja, milho e carnes.

Em 2010, a área plantada de soja no País foi de 23.5 milhões de hectares. No ano passado, foram 36 milhões. A produção aumentou de 69 milhões de toneladas para 115 milhões no mesmo período.

Outra força do Brasil no mercado externo foi o milho. A área de plantio de 13 milhões de hectares, em 2010, aumentou para 17.5 milhões de hectares no ano passado. A produção quase dobrou, superando 100 milhões de toneladas, registrando recordes nas vendas externas.

As carnes também tiveram um papel fundamental no crescimento das exportações, devido ao aumento da demanda internacional, sobretudo com a crescente demanda da China que se tornou o principal país importador de carne bovina brasileira, responsável por 26,8% do volume total exportado.

Destaques em 2019

Os destaques nas exportações em 2019 foram milho, carnes e algodão. O milho registrou volume recorde de exportação, com 43,25 milhões de toneladas. O recorde anterior foi registrado em 2017, com 29,25 milhões de toneladas do cereal exportadas.

A produção de milho na safra 2018/2019 também foi recorde, somando 100 milhões de toneladas, gerando um excedente exportável de milho de praticamente 20 milhões de toneladas em relação à quantidade exportada em 2018. Com o volume comercializado no exterior (+88,5% em 2019 na comparação com 2018), as exportações de milho atingiram US$ 7,34 bilhões em 2019 (+ 87,4%).

A soja teve redução de quase 10 milhões de toneladas nos embarques. Essa queda que foi compensada em parte pelas vendas das carnes (bovina, suína e de frango), milho e algodão.

As vendas externas das carnes passaram de US$ 14,68 bilhões em 2018 para US$ 16,52 bilhões em 2019, alta de 12,5%. O impacto da peste suína africana em diversos países, principalmente no rebanho chinês, ajudou no incremento das exportações brasileiras de carnes.

A carne bovina foi a principal carne exportada pelo Brasil, com US$ 7,57 bilhões em vendas externas no ano de 2019 (+15,6%). Este valor é recorde para toda a série histórica. O volume exportado de carne bovina também foi recorde, atingindo 1,85 milhão de toneladas.