Santa Maria de Jetibá é 4º no ranking de investimento em educação no estado

Publicado em 01/04/2017 às 10:29

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Investir em educação provoca uma espécie de efeito dominó às avessas. Em vez de derrubar, alavanca uma série de setores, como o consumo, a saúde, a habitação, a segurança e por aí vai. Pessoas mais bem instruídas têm empregos melhores, salários maiores e, consequentemente, um poder de compra maior. Uma população com mais anos de estudo tende a cuidar melhor da saúde e a cometer menos crimes.

Muitos especialistas em educação alertam que a relação entre a evolução na qualidade de ensino e a melhora nos índices sociais e econômicos não é tão direta e previsível, mas certamente é consenso entre economistas e educadores que educação de qualidade para todos é condição essencial para o desenvolvimento do país.

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A Constituição exige que os municípios apliquem ao menos 25% de sua receita resultante de impostos e transferências na manutenção e no desenvolvimento da Educação. Na origem dessa receita, estão inclusos o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto Sobre Serviços (ISS), o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Intervindos (ITBI) e a cota parte do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). Também entram a parte municipal do Imposto Territorial Rural (ITR), do Imposto Sobre Veículos Automotores (IPVA), do Imposto Sobre Produtos Industrializados Para Exportação (IPI Exportação), do Imposto Sobre Operações Financeiras com Ouro (IOF Ouro) e o Imposto de Renda sobre os servidores públicos.

Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) ranqueou todos os 78 municípios capixabas que forneceram dados sobre a educação em 2016 ao TCE do Espírito Santo. Os dados referentes ao ano passado foram divulgados na plataforma “CidadES”, do TCE, com base em informações fornecidas pelos próprios municípios.

De acordo com o CidadES, Santa Maria de Jetibá é o quarto município que mais investiu em educação no ano de 2016, atrás apenas de Divino São Lourenço que investiu R$ 10.750,40 por aluno, Anchieta com R$ 10.313,86 e Governador Lindemberg que investiu R$ 7.746,67 e ocupam o primeiro, segundo e terceiro lugar respectivamente. Santa Maria de Jetibá investiu o montante de R$ 6.419,81 por aluno. A efeito de comparação, o município de Fundão, por exemplo, que ocupa o 62º lugar entre os municípios capixabas, investiu apenas R$ 2.576,08, por cada aluno matriculado no município, e Vila Velha, um dos municípios que compõe a Grande Vitória, investiu R$ 1.989,39 e ocupa a 70º posição praticamente ao lado de Cariacica em 71º no ranking com investimento de R$ 1.866,39 por aluno.

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Outros municípios da região também se destacaram entre os dez melhores do estado, casos como Santa Leopoldina em sétima no ranking com R$ 5.668,28 investidos e São Roque do Canaã em oitavo com R$ 5.580,82 e Itarana em décima no ranking de investimento com R$ 5.034,07.

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