Protestos no Irã: mais de 14 mil pessoas já foram presas, diz ONU

Publicado em 24/11/2022 às 15:23

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Repressão será alvo de inquérito internacional

O Conselho dos Direitos Humanos da  Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta quinta-feira (24) que cerca de 14 mil pessoas foram presas no Irã desde o início dos protestos populares pela morte da jovem Mahsa Amini, 22 anos , iniciados em 16 de setembro deste ano.

A  mulher morreu enquanto estava sob custódia da chamada polícia da moral e dos bons costumes e havia sido presa por não usar corretamente o véu islâmico.

“Estamos perante a uma verdadeira e séria crise de direitos humanos. Cerca de 14 mil pessoas, incluindo crianças, foram presas no contexto dos protestos”, disse o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, ressaltando ainda que essa é uma “situação insustentável”.

Ainda conforme o representante, desde o início das manifestações , “as forças de segurança responderam usando a força letal contra pessoas desarmadas e pedestres que não representavam nenhuma ameaça à vida”.

Türk ainda pediu ao governo “e a quem detém o poder que escute” os manifestantes e reconheçam os profundos problemas sociais, econômicos e políticos que se acumulam. Solicitou também que Teerã faça processos investigativos independentes, imparciais e transparentes sobre as possíveis violações dos direitos humanos e pare de “usar a violência” contra os cidadãos.

O comissário ainda pediu a libertação de todos os que foram presos por protestarem pacificamente e uma “moratória” às penas de morte já impostas a seis pessoas que estavam nos atos nas ruas .

Ao fim do encontro, o Conselho autorizou uma investigação internacional independente sobre a repressão dos protestos , em texto que recebeu 25 votos a favor, seis contrários (Armênia, China, Cuba, Eritreia, Paquistão e Venezuela) e 16 abstenções.

A reunião extraordinária foi convocada após uma solicitação formal da Alemanha e da Islândia e apoiada por 44 nações.

A resolução pede uma investigação “aprofundada” sobre as possíveis violações, em particular, no que tange mulheres e crianças. A missão deve “estabelecer fatos e circunstâncias” e apresentar uma atualização oral sobre as descobertas, e depois um relatório completo com as conclusões para o Conselho.

Fonte: Portal iG

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