Polícia Federal investiga 52 incêndios florestais suspeitos de ação criminosa

Publicado em 06/09/2024 às 09:03

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policia 06-09 - ft AFP - Queimadas no Pantanal

Foto: AFP

A Polícia Federal (PF) está investigando 52 incêndios florestais no Brasil com suspeitas de ação criminosa. Até o momento, não há evidências conclusivas de uma ação coordenada ou envolvimento de crime organizado, mas essas possibilidades não foram descartadas. Integrantes do governo Lula (PT) apontam que a ação humana intencional pode ser a principal causa dos incêndios, que somam cerca de 20.700 focos desde o início do mês até a quinta-feira, 5 de setembro.

“A maior e a melhor resposta [ao fogo] é não botar fogo. O fogo já está proibido tanto pelas portarias que o governo federal vem fazendo desde o ano passado e pela decisão dos governos estaduais. E qualquer atividade que use o fogo está agindo ao arrepio da lei”, afirmou a ministra Marina Silva.

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“É um debate que está sendo feito dentro do governo, aumentar a pena para aqueles [casos] que claramente fica identificado como tendo sido um incêndio com intenção de queimar. Existe ação com intenção de matar, existe incêndio com intenção de queimar. Então, nesse caso, eu particularmente defendo que a pena seja aumentada”, completou.

Diante da pior seca registrada no país e da expectativa de agravamento da situação com a chegada do pico da temporada em outubro, o governo estuda a possibilidade de aumentar as penas para esses crimes. Nos últimos 15 dias, a PF abriu 20 inquéritos relacionados a incêndios.

Especialistas ainda debatem se os incêndios são fruto de ações criminosas ou das condições climáticas extremas, embora todos concordem que a seca tem intensificado o problema. A Polícia Civil de São Paulo prendeu 12 pessoas relacionadas aos incêndios no estado, mas não confirmou se há conexão entre elas ou se os incêndios foram coordenados. Vídeos nas redes sociais mostram pessoas se vangloriando de atear fogo, o que reforça a hipótese de crime.

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A comparação com o Dia do Fogo de 2019, quando fazendeiros e grileiros incendiaram a floresta, é feita, mas os responsáveis não foram punidos. A Amazônia enfrenta um número recorde de incêndios, e a seca está causando grandes impactos, isolando e prejudicando comunidades.

No pantanal e em áreas da Amazônia, qualquer uso do fogo está proibido. A legislação prevê penas de multa e reclusão de até oito anos, mas são consideradas brandas para a gravidade do crime. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou a dificuldade de responsabilização devido à necessidade de comprovação do nexo de causalidade.

Em locais como Humaitá (AM), garimpeiros atearam fogo em diversas áreas e confrontaram policiais em resposta às ações federais contra a exploração ilegal de ouro.

Fonte: Portal IG

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