Pix completa um ano e já chega a 101,3 milhões de usuários; relembre trajetória

Publicado em 01/11/2021 às 16:50

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Pix completa 1 ano no próximo dia 16 de novembro
Sophia Bernardes

Pix completa 1 ano no próximo dia 16 de novembro

No próximo dia 16 de novembro, o Pix , sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, completa um ano de funcionamento. Desde o seu lançamento no ano passado, o serviço cresceu 639% e já chega a 101,3 milhões de usuários. Relembre os principais destaques na trajetória da ferramenta até os dias atuais:

Números

Dados divulgados pelo Banco Central comparam números do Pix em novembro de 2020 e setembro de 2021. Confira:

  • Chaves cadastradas: 95,3 milhões x 330,8 milhões;
  • Transações: 33,5 milhões x 1,04 bilhão;
  • Valores transferidos: R$ 29,6 milhões x R$ 559 milhões;
  • Pessoas físicas usuárias: 13,7 milhões x 101,3 milhões;
  • Empresas usuárias: 1,14 milhão x 7,6 milhões.

Transferências instantâneas e gratuitas

O Pix foi criado no ano passado para facilitar as transações bancárias feitas entre os brasileiros. Desde então, os usuários podem enviar ou receber dinheiro de forma instantânea , em qualquer dia da semana e em qualquer horário. As transferências são feitas a partir de uma chave eletrônica, que pode ser o número do CPF/CNPJ, celular e até mesmo e-mail. 

Funciona assim: em vez de pedir agência, conta e dados pessoais do recebedor para fazer um pagamento, o usuário pode apenas pedir a chave do Pix. Diferentemente dos métodos de transferência convencionais, como TED e DOC, em que há taxas, as transações por Pix são gratuitas. Também não há limite mínimo de valor a ser transferido. 

Além das transferências entre o usuários, o Pix também pode ser usado para pagar boletos, por meio de um QR Code.

Pix já superou TED e DOC

Dados do Banco Central mostram que os usuários do Pix já movimentaram R$ 1,6 trilhão em 2,4 bilhões de transações até agosto deste ano. Ao longo desse primeiro ano, as transferências pelo novo sistema já superaram as de TED e DOC. 

Somente no dia 1º de outubro, há 1 mês, foram realizadas 40.881.959 operações. Para efeito de comparação, em setembro, o TED registrou 3.163.772 transações diárias. Já o DOC teve média de 301.289 operações por dia útil no mesmo mês.

Apesar disso, esses números já não surpreendem. O Pix precisou de poucos meses de funcionamento  para atingir um marco maior que os “concorrentes”. 

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Limite de transferências à noite

Recentemente, o Pix passou a ter um novo limite de R$ 1 mil no período noturno , entre 20h e 6h, para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs). A regra também é válida para TEDs, transferências entre contas do mesmo banco e cartões de débito. A medida visa coibir casos de fraudes, sequestros e roubos noturnos.

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Medidas contra roubo e sequestro

Desde que o Pix chegou ao Estado de São Paulo, os sequestros-relâmpagos e roubos se intensificaram. A Secretaria de Segurança Pública afirma que foram registrados 206 boletins de ocorrência de janeiro a julho deste ano — 39,1% a mais que no mesmo período de 2020 . A pasta não detalhou, no entanto, quantos envolviam o Pix.

Ainda assim, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nega que o sistema esteja contribuindo para o aumento da criminalidade. Para ele, o aumento de roubos e sequestros-relâmpago tem mais a ver com a reabertura da economia.

“Se a gente olhar o gráfico de incidências e de abertura econômica, o que aconteceu é que você tinha um número de incidências e a economia fechou. Não tem bar, não tem restaurante, não tem cinema. As pessoas ficam em casa. Obviamente os sequestros-relâmpago caem, a criminalidade cai. Quando a economia volta a reabrir, isso volta. Só que antes a gente não tinha Pix, agora a gente tem”, pontuou ele em um evento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) no mês passado.

“Esse aumento de incidência está muito mais correlacionada com a reabertura da economia do que com o instrumento em si. Ao contrário, o instrumento nos permite fazer ajustes mais fáceis”, continuou.

Novos serviços a partir de novembro

O aumento de casos de sequestros-relâmpago e de roubos envolvendo o Pix fez o Banco Central introduzir outras medidas de segurança no sistema instantâneo de pagamentos. A partir do dia 16 de novembro, quando o Pix fará um ano, as instuições financeiras poderão bloquear contas de pessoas físicas suspeitas de fraude por até 72 horas. 

Também neste mês, no dia 29, ficam disponíveis as opções Pix Saque e Pix Troco. Para realizar o saque pela ferramenta, o usuário precisará enviar um Pix para um estabelecimento que ofereça o serviço, a partir da leitura de um QR Code. A partir daí, o valor integral do Pix será repassado para o cliente. No Pix Troco, a dinâmica é parecida. O cliente faz uma compra, paga com Pix, e o estabelecimento devolve em dinheiro o valor excedido.

Ainda não tenho Pix, como me cadastrar?

Antes de mais nada, é preciso reforçar que o Pix não tem um aplicativo ou site próprio. Ele é uma modalidade de pagamento disponível nos canais de atendimento (site ou aplicativo) das instituições financeiras participantes. Bancos como Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, por exemplo, já oferecem o serviço.

O Pix aparece automaticamente como uma das oções de transação, além de TED ou DOC. Mas, para usá-lo, é preciso cadastrar uma chave, a partir de uma das quatro formas de identificação disponíveis: CPF/CNPJ, e-mail, número do celular ou ainda uma chave aleatória. A última é a única forma de realizar uma transação sem precisar informar seus dados pessoais. 

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