PEC dos Precatórios: número de votos a favor será maior no 2º turno, diz Lira

Publicado em 05/11/2021 às 15:21

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Presidente da Câmara acredita que segundo turno da votação da PEC dos precatórios terá mais votos favoráveis à proposta
Reprodução: iG Minas Gerais

Presidente da Câmara acredita que segundo turno da votação da PEC dos precatórios terá mais votos favoráveis à proposta

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta sexta-feira (5) que acredita que o número de votos a favor da  PEC dos Precatórios deverá ser maior no segundo turno. O texto avançou na Casa, com 312 votos favoráveis , após a primeira votação.

“Eu dificilmente acho que a votação irá refluir para menor”, disse Lira em entrevista à CNN Brasil . “Não perdemos o primeiro turno e vamos ganhar o segundo turno, com ajuda de todos partidos que votaram. Não acredito em mudanças radicais porque não houve falta de conhecimento de texto”.

“Nós vamos manter e aumentar [o número de votos a favor], porque votamos esse primeiro turno somente com 456 de 513 deputados [presentes]. Muitos virão na próxima semana, vamos aumentar o quórum e, lógico, a perspectiva de voto a favor”, continuou o parlamentar.


Emendas parlamentares

Arthur Lira também chamou de “mentirosas” e “vis” as especulações de que ele teria usado emendas parlamentares para conseguir apoio à PEC dos Precatórios . Analistas do mercado financeiro vinham apontando que uma revisão da atual regra do teto de gastos, prevista na emenda constitucional, abriria mais espaço para as emendas.

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“São 513 deputados, são 28 partidos. Não é fácil você levar uma votação sem fazer acordos”, afirmou o presidente da Câmara.

Mesmo com a negativa de Lira, uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que o governo Bolsonaro liberou cerca de R$ 900 milhões em emendas de relator para os parlamentares , às vésperas da votação da PEC. 

Auxílio Brasil de R$ 400

Arthur Lira ainda comentou sobre a possibilidade de o benefício do Auxílio Brasil ser menor do que os R$ 400 prometidos pelo governo. “Quem fica jogando com essa instabilização de valores é sempre a oposição, que pagou R$ 190 [no Bolsa Família], mas quando vai para as discussão quer R$ 600, R$ 700, R$ 1000, o que inviabilizaria qualquer programa”, alfinetou.

“Todos sabemos que o problema do Brasil não é financeiro. A arrecadação este ano vai crescer mais de R$ 250 bilhões, mesmo a gente tendo gastado mais de R$ 700 bilhões no ano passado fora do teto – autorizados pela PEC da guerra. Nosso problema não é financeiro, não faltam recursos. Nosso problema é justamente orçamentário. O pagamento dos precatórios, dentro do Teto, como prevê a Lei do Teto de Gastos, ele engessa a máquina do estado”, explicou ele.

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