O Espírito Santo segue como o único estado com aumento no crédito rural no ano-safra 2024/2025

Publicado em 10/03/2025 às 09:14

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Foto: Freepik

A aplicação de crédito rural no Espírito Santo registrou um crescimento de 22% ao longo de oito meses do ano-safra, impulsionada pelo lançamento do Plano de Crédito Rural em julho de 2024. Esse plano foi desenvolvido pelo Governo do Estado em colaboração com a União e diversas instituições financeiras e representativas dos produtores rurais e pescadores. O valor aplicado corresponde ao período de julho de 2024 a fevereiro de 2025, em comparação com o mesmo período do ano-safra anterior. Entre os estados brasileiros, apenas o Espírito Santo apresentou crescimento, enquanto os demais tiveram retração, levando a uma queda de 19% na média nacional do crédito rural aplicado.

O ano-safra tem início em julho e se estende até junho do ano seguinte. Nos primeiros oito meses, o montante de crédito rural aplicado no Espírito Santo alcançou um recorde de R$ 6,45 bilhões, em comparação aos R$ 5,3 bilhões registrados no período de julho de 2023 a fevereiro de 2024. Isso representa um acréscimo de quase R$ 1,2 bilhão. O número de operações também cresceu 6,8%, totalizando 32,8 mil, frente a 30,7 mil no mesmo período do ano-safra anterior. Os dados foram apurados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com base em informações do Banco Central.

O Plano de Crédito Rural 2024/2025 para o Espírito Santo é resultado de uma parceria entre os governos federal e estadual, contando com a participação de instituições financeiras como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banestes, Sicoob-ES, Sicredi e Cresol. Esse crescimento está alinhado às metas do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag 4 – 2023/2032), que visa atingir R$ 12 bilhões em aplicações até 2032.

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou que o Espírito Santo se diferencia pela resiliência e eficiência na utilização do crédito rural, sendo o único estado a apresentar crescimento nas aplicações no período analisado. Ele ressaltou que o aumento de R$ 1 bilhão e a elevação de 6,8% no número de operações refletem o compromisso do governo estadual em fortalecer o setor agropecuário capixaba por meio de planejamento estratégico e boas relações com os agentes do setor.

Os produtores rurais capixabas têm sido diretamente beneficiados pelo crescimento das aplicações. Segundo Bruno Stampfer, superintendente regional do Banco do Brasil, os agricultores familiares buscam maior eficiência e produtividade, sem abrir mão da sustentabilidade. Ele apontou que o bom desempenho do mercado de café tem incentivado uma maior profissionalização na comercialização da safra e na tomada de decisões de investimento. Eduardo Ton, gerente de Crédito e Agronegócios do Sicoob, destacou que o crescimento se deve ao planejamento estruturado do Estado, à diversidade dos produtores e às condições macroeconômicas favoráveis.

Modalidades de Aplicação do Crédito Rural

O crédito rural é distribuído entre quatro principais finalidades: investimento, custeio, comercialização e industrialização.

  • Custeio: Registrou um crescimento de 21%, passando de R$ 2,3 bilhões para R$ 2,8 bilhões. Esse crédito cobre despesas do ciclo produtivo, incluindo beneficiamento e armazenamento da produção.
  • Investimento: Teve um aumento de 15,1%, subindo de R$ 1,68 bilhão para R$ 1,93 bilhão. Essa modalidade inclui reformas, construções, obras de irrigação e aquisição de equipamentos.
  • Comercialização: Apresentou o maior crescimento percentual, com alta de 36,2%, passando de R$ 1,19 bilhão para R$ 1,63 bilhão. Esse crédito auxilia os produtores na venda dos produtos.
  • Industrialização: Foi a única modalidade a apresentar queda, reduzindo 7,5%, de R$ 64,2 milhões para R$ 59,4 milhões. Esse crédito é voltado à industrialização de produtos agropecuários.

Na distribuição percentual do valor aplicado, o custeio representa 43,9%, o investimento 29,9%, a comercialização 25,3% e a industrialização 0,9%.

Os dados apresentados são referentes ao período de julho de 2024 a fevereiro de 2025, em comparação com o mesmo intervalo do ano-safra anterior.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Seag

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