Microempresas sofrem 252% mais tentativas de fraude, diz especialista

Publicado em 21/12/2021 às 16:21

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Microempresas sofrem 252% mais tentativas de fraude, diz especialista
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Microempresas sofrem 252% mais tentativas de fraude, diz especialista

Devido ao cenário de pandemia e alta no índice de desemprego enfrentado pela população nos últimos meses, o número de brasileiros que recorreram ao empreendedorismo aumentou e, consequentemente, a facilidade no processo de criação de uma microempresa contribuiu para que criminosos usassem desse modelo empresarial para efetuar ataques cibernéticos. Segundo a ClearSale, companhia referência em soluções antifraude em diversos segmentos, microempresas possuem 252% mais chances de tentativas de fraudes que a média das empresas.

As transformações que ocorreram no mercado contribuíram para que houvessem ainda mais canais de facilitação para o alto número de autônomos. No entanto, fraudadores encontraram brechas para cometer tentativas de fraudes por meio das microempresas, principalmente após a percepção de que os empresários possuem dificuldades para perceber a intenção das empresas fraudadoras, que, muitas das vezes, não possuem um histórico por serem novas no mercado.

Para Henrique Braga, Head de Fraude Empresarial, o processo de criação de um MEI (microempreendedor individual) é mais fácil e exige menos processos de natureza jurídica para sua ativação, o que abre espaço para que criminosos usem desse modelo para tentativas de fraudes. “É importante salientar que as fraudes causadas por meio do uso de pessoas jurídicas, como o MEI, é uma prática cada vez mais comum. Independentemente do processo de análise de fraude ser interno ou terceirizado, é sempre importante analisar esse público, principalmente em um cenário em que os fraudadores estão cada vez mais aptos a praticarem fraudes usando essas empresas”, comenta.

Entre as práticas mais comuns, destacam-se o uso de dados de terceiros para abertura de lojas em nome de outras pessoas, o que leva o criminoso a criar várias empresas em seu próprio nome ou de “pessoas laranjas”, que fornecem seus dados pessoais para efetuarem compras e registrarem bens em seu nome, para aplicar o golpe. Quanto maior a fraude planejada, mais complexas podem ser as práticas, como a compra de empresas falidas para se aproveitar do histórico de mercado até a simulação de operação de fábricas.

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