Lideranças apresentam avanços do Plano ES 500 Anos e debatem qualificação profissional para o futuro

Publicado em 09/03/2026 às 17:50

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Foto: Hélio Filho/Secom

A segunda edição do Encontro ES 500 Anos foi realizada nesta segunda-feira (09), no Palácio Anchieta, em Vitória, com a participação de 450 pessoas que conheceram os principais avanços registrados entre julho de 2025, mês em que o Plano ES 500 Anos foi entregue à sociedade, até o momento. Esse planejamento de longo prazo é um documento que reúne 31 metas, com prazos definidos e foco em resultados mensuráveis até 2035, organizadas em cinco missões estratégicas e transversais.

Desde seu lançamento, o Plano estabeleceu uma governança compartilhada com a participação dos quatro setores da sociedade: setor público e privado, sociedade civil e academia. Juntos, eles formam o Conselho de Líderes do ES 500 Anos, a Secretaria-Geral, a Assembleia do Plano ES 500 Anos, os núcleos de apoio e as arenas de participação, como a Comunidade ES 500 Anos, com foco em traçar metas em cinco missões: Economia Inovadora, Diversificada e Sustentável; Polo de Competências; Cuidado Integral; Sustentabilidade e Resiliência Climática; e ES Ágil e Inteligente.

A estrutura de governança e a metodologia de trabalho foram apresentadas pela secretária-geral do ES 500 Anos, Débora Macedo, e pela economista e consultora Silvia Varejão. Segundo elas, as coordenações das missões atuam atualmente na organização de cerca de 400 iniciativas estruturantes, as quais estão disponíveis no Observatório do ES 500 Anos, plataforma aberta lançada em dezembro de 2025 no site oficial e que reúne informações sobre as ações prioritárias do planejamento.

Setores engajados

O secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, representando o poder público, reforçou durante a cerimônia que, ao conceber o ES 500 Anos, a proposta nunca foi criar um documento para ficar na estante, mas sim um plano com participação social e escuta ativa. “O ES 500 Anos é um projeto de Estado, não de governo. E ele só faz sentido com participação, transparência e corresponsabilidade. Contamos com todos para seguir construindo, juntos, o Espírito Santo que queremos para as próximas gerações”, afirmou.

Fernando Saliba, diretor-presidente do ES em Ação, representando o setor produtivo, acrescentou que a sociedade se apropriou de um plano vivo, capaz de se adaptar às mudanças da sociedade. “O objetivo do ES 500 Anos perpassa governos e nos estabelece um caminho até 2035. Um planejamento de longo prazo guardado a sete chaves não é efetivo: ele precisa ser construído pela sociedade e para a sociedade”, pontuou.

Vanderson Pedruzzi, diretor social e superintendente da Federação das Apaes, em nome do setor da sociedade civil, destacou que o Espírito Santo não se resume aos indicadores que queremos alcançar, mas, sobretudo, às ações concretas que envolvem pessoas. “O que realmente queremos é viver em um estado mais inclusivo, que atenda às necessidades das pessoas que estão na ponta, gerando impacto real na vida dos capixabas.”

Representando a academia, Alexandre Theodoro, reitor da Faesa, destacou o desafio da qualificação da mão de obra e o papel do Plano ES 500 Anos nesse processo: “Estamos em busca de um futuro melhor para nós, nossos filhos e nossos netos. É esse propósito que nos move a construir e debater um planejamento estratégico de longo prazo.”

O governador Renato Casagrande, presidente da Assembleia de Lideranças do ES 500 Anos, ressaltou que essa trajetória precisa ser continuamente fortalecida para que os indicadores projetados se concretizem. “Temos um Estado organizado, e isso só é possível com planejamento. Hoje, quem olha para o Espírito Santo percebe confiança no que estamos fazendo, e temos convicção de que o Plano será fundamental para seguirmos como referência para o Brasil”, comemorou.

Durante o encontro, também foi anunciado o Chamamento Público para ingresso de novas entidades na Assembleia do Plano ES 500 Anos, um espaço ampliado de participação e acompanhamento das missões. Podem participar instituições dos setores público e privado, da academia e da sociedade civil com sede no Espírito Santo, com inscrições por prazo indeterminado, mediante o preenchimento de formulário eletrônico e a assinatura de termo de adesão.

Qualificação profissional em pauta

O segundo bloco da programação do Encontro foi dedicado ao tema “Formação de capital humano e desenvolvimento de competências para o futuro”, reunindo três especialistas para discutir, em intervenções curtas e dinâmicas, semelhantes às do TED Talks, a formação de capital humano e o desenvolvimento de competências em diálogo com as cinco missões estratégicas do Plano ES 500 Anos. O debate articulou a educação e a inovação como dimensões integradas da estratégia de longo prazo do estado.

Participaram do debate Clarissa Gandour, professora da Escola de Economia de São Paulo da FGV (FGV-EESP) e consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Henrique Romano Carneiro, diretor-executivo da Escola São Domingos; e Samuel Franco, sócio-diretor da Oppen Social.

Com a conversa mediada por Pablo Lira, diretor do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), os especialistas promoveram um debate sobre temas como educação, empregabilidade, mercado de trabalho e os desafios de adaptação às transformações tecnológicas, com ênfase no aumento da competitividade do Espírito Santo.

O encontro reforçou a formação de capital humano como eixo central do Plano ES 500 Anos e consolidou a articulação entre governo, setor produtivo e sociedade civil para sustentar uma estratégia de longo prazo, com metas monitoradas e horizonte definido até 2035.

Sobre a Governança do Plano ES 500 Anos

Instituído pela Lei Estadual nº 12.375/2025, o Plano ES 500 Anos estabelece um marco inédito de planejamento de longo prazo no Espírito Santo, com uma governança compartilhada voltada à orientação de políticas públicas e à articulação de temas estratégicos para o desenvolvimento do estado.

O documento reúne 31 metas, com prazos definidos e foco em resultados mensuráveis, organizadas em cinco missões estratégicas: Economia Inovadora, Diversificada e Sustentável; Polo de Competências; Cuidado Integral; Sustentabilidade e Resiliência Climática; e ES Ágil e Inteligente.

A elaboração do plano contou com ampla participação social. Foram realizadas 10 oficinas regionais, 34 oficinas temáticas, um evento dedicado a tecnologias emergentes e mais de 120 entrevistas com especialistas. Ao todo, 1.700 pessoas, de 230 instituições, contribuíram para a construção coletiva do documento.

Essa lógica colaborativa também estrutura o modelo de governança, que articula poder público, setor produtivo, sociedade civil e academia em um sistema voltado ao acompanhamento, à avaliação e ao monitoramento do desenvolvimento, com atuação coordenada e diálogo permanente.

Fonte: Governo/ES

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