InfoGripe aponta permanência de cenários variados para Covid-19 nos estados

Publicado em 16/11/2023 às 16:41

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Foto: Freepik

Divulgado nesta quinta-feira (16/11), o novo Boletim do InfoGripe , a exemplo da última atualização, aponta para um quadro heterogêneo no país de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19, com alguns estados apresentando crescimento de novas ocorrências semanais – principalmente na população de idade mais avançada – e outros sinalizando estabilidade. Com base nos dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 13 de novembro, a análise é referente à Semana Epidemiológica (SE) 45, período de 5 a 11 de novembro.

Em nível nacional, por conta da variação no território brasileiro, o cenário se traduz em estabilidade. A atualização observou estabilidade ou oscilação nos casos de SRAG também em crianças e adolescentes, porém manutenção de lento aumento na população adulta, especialmente no grupo a partir de 65 anos de idade. O aumento nos casos de SRAG nessa faixa etária é reflexo do crescimento dos casos positivos para Sars-CoV-2 (Covid-19), a partir do mês de setembro, especialmente na metade sul do país (Centro-Oeste, Sudeste e Sul), e que, recentemente, também tem se manifestado no estado da Bahia. No entanto, a reversão do cenário em alguns estados contrasta com o início do crescimento em outros, fazendo com que no agregado nacional se observe uma diminuição no ritmo de crescimento.

De acordo com o Boletim , alguns estados da região Sudeste e Sul contam com indícios de aumento de novos casos semanais de SRAG por Covid-19, como Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais. “Minas, que estava numa situação de estabilidade, voltou a apresentar crescimento nas internações associadas à Covid-19. Já no Nordeste, apenas a Bahia apresenta esse cenário”, informa o pesquisador do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes.

No Sudeste, o estado de São Paulo, que apresentava crescimento já há algum tempo, aponta, nesse momento, para estabilidade, reflexo de um sinal de interrupção claro do crescimento dos novos casos semanais de SRAG associados à Covid-19 na capital. No interior, no entanto, algumas regiões continuam mantendo aumento.

O pesquisador esclarece que, por outro lado, no estado do Rio de Janeiro, que vinha mantendo queda, observa-se na análise atual “uma interrupção precoce da queda” de casos associados à Covid-19. “Além disso, temos no Espirito Santo um pequeno sinal de aumento recente nos casos positivos para Covid-19, sem gerar ainda um aumento expressivo na população de idade adulta, mas que merece atenção. Já Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, além do Estado de São Paulo, há indícios de interrupção de crescimento”, observou Gomes.

Faixa etária: incidência mais expressiva entre crianças e idosos

O estudo destaca ainda que, quando se observa nas últimas oito semanas a incidência e a mortalidade por SRAG na população, verifica-se um cenário típico de casos de infecção respiratória, com uma incidência muito expressiva nos dois extremos das faixas etárias analisadas. A incidência nas crianças pequenas tem sido influenciada por diferentes vírus respiratórios neste período (rinovírus, vírus sincicial respiratório [VSR], Sars-CoV-2 e adenovírus). Já entre os idosos é amplamente dominada pelo Sars-CoV-2.

Quadro similar é observado em relação aos óbitos. A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantém o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até dois anos de idade, em termos de mortalidade verifica-se o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

Óbitos por SRAG no país

Referente aos casos de SRAG de 2023,  independentemente de presença de febre, já foram registrados 9.813 óbitos no país, sendo 5.036 (51,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 4.092 (41,7%) negativos e ao menos 174 (1,8%) aguardando resultado laboratorial.

Dentre os positivos do ano corrente, 9,8% são influenza A; 4,9% são influenza B; 7,2% são VSR; 71,1% são Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 0% para influenza A; 0,6% para influenza B; 0,6% para VSR; e 82,5% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Estados e capitais

Na presente atualização, observa-se que nove das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis  semanas) até a SE 45: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Na Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o crescimento está concentrado na população adulta e decorre do aumento nos casos positivos para Sars-CoV-2 (Covid-19). Em São Paulo, que até o boletim anterior se encontrava nesse mesmo grupo, apresenta sinal de interrupção no crescimento, principalmente em função do cenário na capital. No Rio de Janeiro, onde se observava queda no número de novos casos de SRAG por Covid-19  na população a partir de 65 anos de idade, na presente atualização há indicativo de interrupção precoce da queda, mantendo um platô.

Em Goiás, Minas Gerais e Paraná, os casos de SRAG positivos para Sars-CoV-2 mantém a interrupção no crescimento, sem que tenha se refletido em aumento significativo no total de casos de SRAG na população em idade avançada durante este ciclo. No Espírito Santo, embora não se observe aumento nos casos de SRAG em geral, é possível observar ligeiro aumento nos positivos para Sars-CoV-2 na população a partir de 65 anos de idade.

No Amazonas, o crescimento recente é tímido e observado apenas nas crianças, adolescentes, e jovens adultos. Isto é, fora dos grupos típicos da Covid-19 ou do VSR. Ainda não há informação laboratorial suficiente para inferir qual agente estaria sendo responsável pelo cenário atual.

Em Alagoas, Ceará, Distrito Federal e Maranhão, o sinal é de crescimento suave e concentrado nas crianças pequenas, compatível com oscilação.

Na presente atualização, observa-se que quatro das 27 capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a SE 45: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Vitória (ES).

Em Belo Horizonte e Curitiba. observa-se crescimento principalmente na população de idade avançada. Em Salvador, embora os casos de SRAG na população em geral apresentem estabilização, entre os indivíduos de 65 anos ou mais o sinal de crescimento decorrente da Covid-19 ainda está presente. Em São Paulo, já se observa interrupção desse mesmo cenário, formando platô. Em Fortaleza e Vitória, o sinal ainda é compatível com oscilação.

Fonte: Agência Gov

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