Idoso resgatado após incêndio em Domingos Martins morre no hospital
Publicado em 23/01/2026 às 15:09
Texto: Bruno Caetano / Fotos: Divulgação
O idoso resgatado de helicóptero após sofrer queimaduras durante um incêndio em vegetação na localidade de Melgacinho, em Domingos Martins, não resistiu aos ferimentos e morreu. A confirmação do óbito foi feita na quarta-feira (21).
Valdemiro Conradt, de 74 anos, estava internado no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, referência no tratamento de pacientes queimados no Espírito Santo. Ele havia sofrido queimaduras de terceiro grau em cerca de 60% do corpo após um incêndio ocorrido na última segunda-feira (19).
De acordo com a Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), o serviço de transporte de cadáver foi acionado na noite de quarta-feira (21) para recolher o corpo no hospital. Segundo a equipe médica, a vítima veio a óbito em decorrência das queimaduras. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Vitória, onde passou por necropsia e, posteriormente, foi liberado para os familiares.
Segundo comunicado da família, o corpo de Valdemiro Conradt chegou à Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), em Melgaço, na noite de quarta-feira (21), por volta das 22h30. O velório foi realizado na manhã de quinta-feira (22), no mesmo local. O sepultamento ocorreu no Cemitério de Francisco Corrêa, no município de Afonso Cláudio.
O caso teve início quando o idoso tentava queimar entulho em sua propriedade e as chamas atingiram a vegetação nos fundos de seu comércio. Ao tentar conter o fogo, ele caiu e foi atingido pelas chamas.
A vítima chegou a ser socorrida pelo filho, que também sofreu queimaduras nos pés, recebeu atendimento médico e passa bem. O incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros. As circunstâncias da ocorrência seguem sendo apuradas.
Em meio à dor da perda, familiares destacam a serenidade e a fé que marcaram a trajetória de Valdemiro. A nora, que convivia diariamente com o idoso, lembra dele como um homem tranquilo, carinhoso e profundamente religioso.


“Qualquer problema que a gente tinha, ele sempre encontrava uma palavra de conforto, fazia comparações com a Bíblia e com a palavra de Deus. Isso acalmava a gente”, contou.
Segundo ela, Valdemiro era conhecido pela paz com que enfrentava as dificuldades do dia a dia. “Mesmo nos momentos difíceis, ele mantinha uma serenidade muito grande, sempre tentando resolver tudo da melhor maneira possível. Era um homem de muita honra, muito querido por todos nós”, disse.
A nora também relembra com carinho o espírito jovem do idoso. “A gente brincava que, apesar da idade, ele era um ‘garotão’. Gostava de fazer as coisas por conta própria, queria se manter ativo. Comprou até uma bicicleta recentemente e andava com uma alegria que parecia de menino”, relatou emocionada.
Para a família, fica o legado de um homem simples, afetuoso e presente, cuja memória seguirá viva entre os que conviveram com ele.