Guedes quer arquivamento de caso offshore na PGR antes de ir à Câmara

Publicado em 31/10/2021 às 16:20

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Paulo Guedes deve prestar depoimento à Câmara na metade de novembro
Edu Andrade/ Ascom ME

Paulo Guedes deve prestar depoimento à Câmara na metade de novembro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu mais tempo para ir à Câmara dos Deputados prestar depoimento sobre a manutenção de offshore em paraíso fiscal. A intenção de Guedes é segurar seu depoimento até a Procuradoria-Geral da Republicar arquivar o pedido de investigação contra ele.

O ministro é acusado de manter uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. Há suspeita de que Guedes obteve vantagens em decisões do Conselho Monetário Nacional.

A convocação de Guedes foi aprovada pela Câmara no começo de outubro, após a divulgação da investigação feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Além de três comissões, o ministro deverá prestar depoimento no plenário da Casa.

Segundo a investigação Pandora Papers, Guedes é apontado como sócio da Dreadnoughts International, nas Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe. Ele abriu o negócio em setembro de 2014 às vésperas da eleição vencida por Dilma Rousseff (PT) e manteve o negócio após assumir o Ministério da Economia, em 2019.

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O ministro negou ter movimentado a empresa durante sua participação no governo federal e ressaltou ter declarado a empresa à Receita Federal. Guedes ainda se comprometeu a comparecer no Congresso Nacional para explicar o caso.

Além de Paulo Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também mantinha uma offshore após assumir o comando da instituição. A empresa de Campos Neto, no entanto, encerrou suas operações um ano e meio após o presidente do BC assumir o cargo.

Tanto Guedes quanto Campos Neto poderão ser enquadrados no artigo 5º do Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe funcionários do alto escalão de manter aplicações financeiras, seja no Brasil ou no exterior, passíveis de serem afetadas por políticas governamentais. Como o ministro e o presidente do BC ocupam cargos que possuem informações privilegiadas, suas offshores configuram conflitos de interesses.

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