Governo prevê redução de até 90% no preço das canetas emagrecedoras para o SUS
Publicado em 30/09/2026 às 13:07
Foto: Divulgação/ MS
O preço das chamadas canetas emagrecedoras caiu cerca de 70% nas farmácias em menos de um ano, segundo o Ministério da Saúde. Diante da redução e do aumento da oferta de medicamentos, o governo federal iniciou o processo de avaliação para uma possível incorporação dessas terapias ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A estimativa inicial do Ministério da Saúde é de um investimento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano para ampliar o acesso aos medicamentos. Com compras em grande escala pelo SUS e a produção nacional, a expectativa é de uma redução de 80% a 90% nos preços de aquisição.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, medidas adotadas desde 2025 contribuíram para ampliar a concorrência no mercado, incluindo ações relacionadas à patente, à produção nacional e ao registro de novos medicamentos.
Somente em 2026, 16 novos produtos foram registrados no país, entre genéricos e similares. Pelo menos quatro são fabricados no Brasil. Dados da Anvisa indicam ainda que o número de usuários desses medicamentos passou de cerca de 400 mil para mais de 750 mil por mês.
O Ministério da Saúde apresentou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) um pedido para avaliar a incorporação das terapias. A comissão será responsável por analisar as evidências e os critérios necessários para uma eventual oferta pelo sistema público.
Tratamento da obesidade
De acordo com o Ministério da Saúde, a proposta considera as terapias baseadas em GLP-1 como parte de um tratamento mais amplo da obesidade, associado a alimentação saudável, atividade física e acompanhamento de saúde.
A iniciativa também está alinhada às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que defende o uso dessas terapias dentro de estratégias abrangentes de cuidado e destaca a necessidade de ampliar o acesso e reduzir os custos dos medicamentos.
O Ministério também cita a expansão da Academia da Saúde como parte das ações de prevenção e cuidado. As atividades realizadas nesses espaços passaram de 331,6 mil, em 2022, para 492,1 mil em 2025, crescimento de 48,5%.
A política prevê ainda 582 novos estabelecimentos credenciados em 448 municípios de todas as regiões do país, com investimento de R$ 80,7 milhões.
Fonte: Ministério da Saúde