Gastos de senadores com cota pagaria 43 mil parcelas do auxílio emergencial

Publicado em 02/11/2021 às 12:20

Compartilhe

103121


source
Valor de cotas parlamentares de senadores poderia pagar mais um mês de auxílio emergencial
Sophia Bernardes

Valor de cotas parlamentares de senadores poderia pagar mais um mês de auxílio emergencial

Os gastos com cotas parlamentares de senadores em 2021 conseguiria pagar cerca de 43 mil parcelas do auxílio emergencial neste ano. Segundo apuração do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, os senadores receberam R$ 17,2 milhões em reembolsos das cotas, valor que poderia sustentar o benefício emergencial por mais um mês. 

Em outubro, 45 milhões de beneficiários tiveram acesso ao programa emergencial e poderão retirar as parcelas em novembro. Caso o valor da cota parlamentar fosse repassado ao auxílio, os atendidos poderiam receber a última parcela do benefício em dezembro. 

A cota parlamentar (CEAP) é um benefício recebido por senadores e deputados para gastos com passagens aéreas, telefonia, alimentação e hospedagem em viagens. O valor, que varia para cada estado onde o parlamentar foi eleito, também pode ser usada para aluguel de escritórios e carro, além de custos com combustíveis.  

O campeão de gastos no Senado é Omar Aziz (PSD-AM), que usou R$ 431 mil de sua cota parlamentar. Telmário Motta (PROS-RR), Rogério Carvalho (PT-SE), Mailza Gomes (Progressistas-AC) e Zequinha Marinho (PSC-PA) completam a lista dos cinco senadores que mais usaram valores da cota. Eles gastaram R$ 406 mil, R$ 385 mil, R$ 383 mil e R$  376 mil, respectivamente. 

Caso o parlamentar não use a cota total destinada por mês, saldo acumula-se ao longo do ano. Ou seja, um deputado federal de São Paulo recebe R$ 37 mil de cota parlamenta, caso utilize R$ 20 mil neste mês, os outros R$ 17 mil serão acumulados para dezembro.  

Leia Também

Auxílio Emergencial 

O programa emergencial foi instituído em 2020 para diminuir os efeitos da pandemia de Covid-19 na economia do país. Entre junho de 2020 e outubro deste ano, foram pagar parcelas que variam de R$ 150 e R$ 1.200. 

O benefício, no entanto, teve seu depósito encerrado no último mês. O fim do programa acontece em meio da necessidade de diminuir as despesas fora do teto de gastos e fixar um programa social mais vantajoso que o Bolsa Família. 

Para isso, o governo federal lançou o Auxílio Brasil, programa que pagará R$ 400 de parcelas. A proposta ainda está travada na Câmara dos Deputados, já que o governo precisa da aprovação da PEC dos Precatórios para efetivar o pagamento do benefício. 

Em novembro, data em que marca o início dos depósitos, 14 milhões de pessoas receberão parcelas de R$ 220. O reajuste é abaixo do prometido pelo ministro da Cidadania, João Roma. Outros 3 milhões de beneficiários devem ser incorporados ao programa em dezembro, quando, também, deverá começar os depósitos das parcelas de R$ 400. 

Veja também

107637

Papa aceita renúncia de arcebispo de Paris acusado de se relacionar com mulher

107630

Agropecuária despenca 8% e puxa queda do PIB

107628

Governo abre mão de pontos da PEC dos Precatórios para aprovar texto no Senado

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Covid-19: 90% dos adultos brasileiros já tomaram a 1ª dose da vacina

107624

Sindicato dos Hospitais de SP é contra aglomerações no réveillon

© Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

São Paulo registra queda em casos de HIV pelo quarto ano seguido

© Ricardo Wolffenbuttel/Governo de SC

São Paulo mantém exigência do uso de máscaras em ambientes abertos

Periodo-aberto-para-a-Pre-Matricula-da-Rede-Estadual-1

Período aberto para a Pré-Matrícula da Rede Estadual