Gastronomia
Galinha d’angola à moda de Mario de Almeida…
Publicado em 05/09/2025 às 11:29


Participo de um grupo com 4 casais de amigos que se reúne mensalmente na casa de um deles, onde é oferecido um almoço ou jantar, preparado pelos anfitriões. Nessas ocasiões colocamos as conversas em dia, tomamos bons vinhos e saboreamos as delícias que são elaboradas.
Alguns meses atrás ficou combinado que um dos próximos menus seria preparado com galinha-d’angola, o que não é muito em comum aqui Domingos Martins, havendo uma certa dificuldade para encontrar e adquirir. Mas nossos anfitriões compraram 2 peças, congeladas, importadas de Santa Catarina, em um supermercado em Vila Velha.
E me perguntaram se eu prepararia! Na hora disse que sim, que seria um prazer e uma oportunidade, pois nunca havia cozinhado esta espécie de ave. E os acompanhamentos? Sugeri arroz branco, quiabos cozidos e uma farofa com algumas frutas, o que foi aprovado imediatamente!
No início da semana do evento, que seria um jantar no sábado, recebi os 2 pacotes, com as aves inteiras e limpas, sem os miúdos. Na antevéspera tirei-as do congelador, na tarde do outro dia cortei-as em pedaços e as temperei com sal, pimenta calabresa (bem pouco…), pasta caseira de alho e cebola, páprica, orange pepper e sumo de limão siciliano. Deixei marinando na geladeira até o dia seguinte, sábado.
Pela manhã fritei cada pedaço, na própria gordura da pele das aves, em uma panela de pressão pré-aquecida, até que todos ficassem dourados e deixassem aquele tostadinho no fundo da panela, onde estão os mais ricos sabores, e os reservei à parte. Depois de todas elas fritas, voltei tudo para a panela de pressão, adicionei uma lata de cerveja (473 ml) pilsen, o líquido da marinada e um copo de água fria. Tampei a panela e deixei cozinhando por 40 minutos depois que pegou pressão.
Enquanto isso descasquei e cortei em bastões 3 cenouras grandes e 4 cebolas médias, as quais parti ao meio cada uma. Passados os 40 minutos de cocção, tirei a pressão e abri a tampa, adicionei as cenouras e as cebolas e cozinhei por mais 10 minutos, com a panela fechada. Provei, então, o sal, o tempero e a textura da carne e dos legumes: tudo ok!
Durante esse tempo preparamos os quiabos: tiramos as extremidades e cortamos cada um em 3 partes. Cozinhamos com 2 colheres de sopa de sal grosso e 2 de vinagre branco e com uma xicara de água, por 10 minutos. Após esse tempo, escorremos e reservamos.
Paralelamente minha esposa colocou uma xícara de uvas passas escuras e sem caroço para hidratar, picou 2 maçãs com casca, 4 bananas da terra cruas e 250 g de bacon. Fritei o bacon, inicialmente, até ficar crocante, adicionei as bananas e as fritei até dourarem, em seguida os cubinhos de maçã e, finalmente, adicionei 3 colheres de sopa de manteiga, deixei-a derreter e coloquei 10 colheres de sopa de farinha de mandioca torrada. Acrescentei as uvas passas já escorridas e mexi bem até homogeneizar, corrigi o sal (o bacon já é salgado…) e voilá, nossa deliciosa farofa estava prontinha!
Um pouco antes da hora do jantar acondicionamos adequadamente cada preparação e fomos para a casa dos anfitriões. Lá o arroz já estava pronto, o fogão à lenha devidamente aquecido e foi só colocar as panelas sobre ele, tomar uns goles dos vinhos, saborear uns aperitivos e “dar a largada” para o jantar. Os participantes se serviram, alguns repetiram e todos elogiaram: realmente tudo ficou delicioso!
Ainda deixamos um espaço para as sobremesas: cheesecake de morango e pudim de côco ma-ra-vi-lho-sos, além de goiabada cascão com queijo minas!
Para fechar “com chave de ouro”, foram servidos, ainda: vinho do Porto, licores e café!
E o melhor de tudo: a amizade que existe entre nós, os momentos agradáveis que passamos juntos, as histórias que ouvimos, as risadas. Tudo isto não tem preço!
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