Força Nacional do SUS instala base em Manaus após 541 atendimentos por fumaça de incêndios
Publicado em 21/10/2026 às 17:52
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou as atividades de uma base regional em Manaus, no Amazonas, para reforçar o atendimento à população afetada pela fumaça dos incêndios florestais. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, foram registrados 541 atendimentos na rede pública relacionados à exposição à fumaça entre o início de outubro e o dia 14 deste mês.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 13 focos de incêndios florestais estavam ativos nas 23 horas anteriores à divulgação dos dados. Para combater o fogo, a força-tarefa que atua na região já havia realizado cerca de 370 lançamentos de água.
A nova base monitora a disponibilidade de insumos médicos e as necessidades dos municípios atingidos, com o objetivo de direcionar o apoio às localidades que enfrentam maior pressão sobre os serviços de saúde. Segundo o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, a iniciativa busca fortalecer a organização da assistência e mobilizar equipes para atender à população.
As equipes utilizam um painel interativo que reúne informações encaminhadas pelos municípios sobre as demandas na área da saúde. Conforme o Ministério da Saúde, 43 municípios já haviam atualizado os dados na ferramenta.
Com base nesse levantamento, são definidas as rotas e os meios de transporte necessários para agilizar o deslocamento das equipes. A estratégia prevê respostas em até 72 horas, com utilização de embarcações e aeronaves para alcançar as localidades que precisam de assistência.
A unidade de Manaus é a quarta base regional da Força Nacional do SUS em funcionamento no país. Outra estrutura estava prevista para ser instalada em Porto Velho, em Rondônia, ainda naquela semana, com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta aos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde pública.
A preocupação inclui os efeitos do fenômeno El Niño, que pode intensificar a seca na Região Norte nos próximos meses e agravar as condições ambientais que favorecem os incêndios florestais.
Fonte: Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil