Espírito Santo inaugura primeira Estação de Tratamento de Esgoto sustentável com geração própria de energia solar

Publicado em 14/03/2026 às 14:25

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Foto: Hélio Filho/Secom

Mais de 72 mil moradores da região da Grande Terra Vermelha passaram a contar, a partir deste sábado (14), com uma estrutura moderna e sustentável para o tratamento de esgoto. A Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan) inaugurou a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Grande Terra Vermelha, empreendimento que amplia o acesso ao esgotamento sanitário e apresenta um diferencial inédito no Estado: a primeira unidade equipada com uma usina de energia solar capaz de suprir toda a demanda energética da própria estação.

De acordo com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, o investimento faz parte da estratégia de ampliar o saneamento na Região Metropolitana. Segundo ele, todas as obras necessárias para a expansão do sistema já estão contratadas e em execução, o que permitirá que o Estado alcance mais de 90% de esgoto tratado entre 2027 e 2028, antes do prazo nacional estabelecido para 2033. A nova estação recebeu investimento de R$ 140 milhões e possui capacidade para tratar 150 litros de esgoto por segundo, atendendo a Região 5 de Vila Velha.

A unidade também se destaca pelo uso de energia renovável. A usina fotovoltaica instalada no local conta com três mil placas solares e tem capacidade estimada de gerar cerca de 6.858 kWh por dia, o que corresponde a aproximadamente 205.740 kWh por mês. Esse volume de energia seria suficiente para abastecer, em média, 1.371 residências populares com consumo mensal de 150 kWh cada.

A iniciativa reforça o compromisso da Cesan com soluções sustentáveis e com a eficiência energética no setor de saneamento. O presidente da companhia, Munir Abud, destacou que o projeto representa um avanço importante na modernização da infraestrutura ambiental do Espírito Santo. Segundo ele, o uso de novas tecnologias reduz a geração de resíduos destinados a aterros e diminui impactos ambientais, além de contribuir para a melhoria da qualidade dos corpos hídricos ao garantir um efluente tratado com maior qualidade.

A ETE Grande Terra Vermelha atenderá moradores de diversos bairros de Vila Velha e região, entre eles Barra do Jucu, Praia dos Recifes, Morada do Sol, Interlagos, Retiro do Congo, Morro da Lagoa, Ponta da Fruta, Nova Ponta da Fruta, Recanto da Sereia (em Guarapari), Balneário Ponta da Fruta, Terra Vermelha, Ulisses Guimarães, 23 de Maio, Normília da Cunha, João Goulart, Jabaeté, Santa Paula I e II, Riviera da Barra, Cidade da Barra, São Conrado, Barramares, Morada da Barra e Itapuera da Barra.

Com a entrada em operação da nova estação, a região passa a contar com um sistema de esgotamento sanitário mais moderno, eficiente e sustentável, contribuindo diretamente para a preservação dos recursos hídricos, a melhoria da qualidade ambiental e a saúde pública.

O vice-governador Ricardo Ferraço também ressaltou que Vila Velha vem recebendo investimentos expressivos nos últimos anos, especialmente em áreas como mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura. Segundo ele, a parceria entre Estado e municípios tem sido fundamental para viabilizar projetos que impactam diretamente a qualidade de vida da população capixaba.

Capacidade de tratamento

A ETE Grande Terra Vermelha possui vazão média de 150 litros por segundo, o que representa cerca de 12,9 milhões de litros de esgoto tratados diariamente — volume equivalente ao necessário para encher aproximadamente cinco piscinas olímpicas por dia.

O empreendimento foi projetado com tecnologias modernas voltadas tanto para o tratamento do esgoto quanto para o manejo do lodo gerado durante o processo. Entre os principais equipamentos estão reatores biológicos e um sistema de secagem térmica do lodo, que reduz significativamente o volume de resíduos destinados a aterros sanitários.

Aproveitamento energético do biogás

Outro diferencial da estação é o uso do biogás produzido durante o tratamento do lodo. Durante o processo de digestão anaeróbia, ocorre a decomposição da matéria orgânica na ausência de oxigênio, gerando biogás. Em muitas estações convencionais, esse gás é simplesmente queimado ou liberado. Na nova unidade, entretanto, ele passa por tratamento em uma biorrefinaria e é reaproveitado para gerar vapor utilizado no sistema de secagem térmica do lodo.

Esse reaproveitamento energético reduz a necessidade de fontes externas de energia e aumenta a eficiência do funcionamento da estação.

Tecnologias utilizadas

A estação também utiliza reatores biológicos do tipo IFAS (Integrated Fixed-Film Activated Sludge). Essa tecnologia combina lodo ativado com biofilmes aderidos a suportes dentro dos reatores, o que aumenta a eficiência na remoção de matéria orgânica e nutrientes presentes no esgoto. Além disso, permite ampliar a capacidade de tratamento sem necessidade de expandir a área física da estação.

Outro avanço é o sistema de secagem térmica do lodo. Em muitas estações de tratamento, o lodo passa apenas por desidratação mecânica antes de ser encaminhado a aterros sanitários, mantendo ainda alto teor de umidade. Com a secagem térmica, o teor de sólidos aumenta consideravelmente, reduzindo o volume de material transportado e a quantidade de resíduos destinados à disposição final.

Texto: Governo ES

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