Entenda o imenso impacto do e-commerce no varejo brasileiro

Publicado em 30/11/2021 às 16:39

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Shopping online concept - Parcel or Paper cartons with a shopping cart logo in a trolley on a laptop keyboard. Shopping service on The online web. offers home delivery.

Foto: Divulgação

O varejo está mais que ciente que o comportamento de compra dos consumidores mudou, posto que fazer compras no ambiente digital se tornou cada vez mais fácil. Essa nova maneira de comprar, reflexo dos inúmeros impactos do e-commerce no cotidiano das pessoas e no comércio varejista brasileiro, também se mostrou mais rentável do que o imaginado.

De acordo com dados levantados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas online já correspondem a 11,6% do setor de varejo no país. O desempenho segue uma tendência registrada no ano: em todos os meses, a participação do comércio eletrônico ficou na casa dos dois dígitos.

O impacto da pandemia

Apesar das projeções otimistas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para o varejo em 2020, ninguém poderia imaginar que o mundo viveria um surto grave de uma doença desconhecida e incontrolável. O novo coronavírus atingiu o globo de surpresa e impactou absolutamente todas as áreas da nossa vida, sendo o turismo e o varejo físico alguns dos setores mais atingidos. 

Medidas governamentais dos estados e municípios decretaram o fechamento de quase todo o comércio, na tentativa de impedir aglomerações e conter a disseminação do vírus. E, com lojas físicas fechadas, o setor varejista sentiu um forte baque. As vendas online foram a saída para muitas empresas continuarem operando, o que demandou focar e aprimorar processos logísticos, serviços de entrega, opções de pagamento, sites, aplicativos, parcerias, presença digital, etc.

Portanto, para respeitar os limites impostos pelo distanciamento social, a forma mais segura de se fazer compras foi através do ambiente digital. Dessa maneira, muitas marcas tiveram de elaborar ou melhorar seus sistemas de venda online para atender à demanda do novo tipo de consumo.

Uma verdadeira mudança de paradigmas

Muitos pequenos negócios e empresários criaram soluções temporárias para conseguir manter as vendas, com equipes em home office, pedidos por telefone ou redes sociais, assim como parcerias com aplicativos de entregas. Segundo pesquisa da ABComm, divulgada pela Folha, mais de 100 mil e-commerces foram criados no Brasil entre março e abril de 2020, e isso fez com que a primeira quinzena de março, por exemplo, registrasse alta de 32,6% em pedidos online e um aumento de 26,7% no faturamento, se comparado com o mesmo período do ano passado, conforme aponta estudo conduzido pelo movimento Compre & Confie, do grupo ClearSale. 

Com o aumento drástico do número de e-commerces, criou-se também uma demanda por soluções nas áreas de logística e empreendedorismo, mesmo para pequenos empreendimentos, como buscas sobre como emitir nota fiscal MEI. Para as empresas, essa é uma chance de repensar suas estratégias e formatos de venda, bem como a relação com o público. O varejo eletrônico é uma forte solução para que o comércio possa enfrentar esse cenário de crise, mas é importante focar nas melhores ferramentas para estruturar, automatizar e aprimorar todo o processo.

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