“É possível termos desabastecimento”, diz Bolsonaro

Publicado em 14/10/2021 às 13:20

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Reprodução: iG Minas Gerais

“É possível termos desabastecimento”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro conversou com apoiadores nesta quinta-feira (14) e ressaltou haver a possibilidade de o Brasil enfrentar desabastecimento por conta da falta de fertilizantes e materiais para produção de embalagens. 

“Teremos pela frente desabastecimento de fertilizantes. O agronegócio já sabe do problema, já aumentou em quase 100% [o preço do insumo]”, disse. “É possível, sim, termos desabastecimento. Já estamos tento aumento de preço em muitas coisas, embalagens, matérias-primas”, completou.

Bolsonaro citou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que o país não pode depender de “um só país”. “Se quiserem fechar a torneira acabou para nós. Não tem amizade entre os países, se querem ganhar mais é você que se vire”, finalizou.

Inflação

Bolsonaro defendeu que a inflação do país é sintoma global, e que outros países passam pelo mesmo problema já que a “economia é toda conectada”. “Os países da Europa, como o Reino Unido, estão com dificuldades, falta de alimento, inflação do gás lá 300%, e o pessoal reclama aqui”, declarou. 

No entanto, um levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que o Brasil está entre os piores países do G20 no quesito inflação, atrás apenas da Argentina e da Turquia. Em agosto, junto com o Reino Unido e a França, registrou a maior alta no indicador. 

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Os britânicos observaram alta de 0,9% em agosto, enquanto no Brasil e na França o salto foi de 0,7%. Em 12 meses, a inflação passou de 9% em julho para 9,7% em agosto no Brasil, enquanto na França subiu de 1,2% para 1,9%. Já no Reino Unido, a taxa avançou de 2,1% para 3%.

Fertilizantes

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina,  já havia alertado que o Brasil poderia sofrer com desabastecimento em 2022 . Segundo ela, a causa seria a falta de fertilizantes que impacta a economia global. 

A ministra disse que ocorreu uma “tempestade perfeita” com a alta do dólar, problemas na produção em fábricas da China e das sanções econômicas internacionais aplicadas na Bielorrússia, grandes fornecedores do insumo.

“A pandemia desarrumou a economia mundial. Nós temos aí muitas variáveis que nos preocupam e a gente vem acompanhando isso muito de perto. Fertilizantes para esse ano e para a ”safrinha”, que começa a partir do fim de janeiro, isso está praticamente garantido porque os produtores já se anteciparam, já compraram e fizeram seus pedidos”, disse.

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