Defesa de Guedes afirma que manter filha em offshore é “questão burocrática”

Publicado em 18/11/2021 às 11:20

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Paula Drumond Guedes
Reprodução/Correio da Bahia

Paula Drumond Guedes

A defesa do ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que a manutenção da filha Paula Drumond Guedes como sócia da offshore Dreadnoughts International, nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal situado no Caribe, tenha sido omitida do governo. 

O deputado federal Elias Vas, do PSB de Goiás,  denunciou Guedes no Ministério Público Federal (MPF)  por omitir o nome de Paula na Declaração Confidencial de Informações (DCI), que serve, segundo especialistas, para abranger dados sobre potenciais conflitos de interesses decorrentes de relações familiares.

“A nossa denúncia contra Guedes agora está nas mãos do Ministério Público Federal. Essa história do ministro envolver a família em empresa em paraíso fiscal deve ser analisada com seriedade. Continuaremos cobrando também que ele venha à Câmara”, afirmou o deputado nas redes sociais.

A defesa do ministro disse ao site Poder 360 que a presença da filha no quadro de sócios “já é de conhecimento dos órgãos públicos” e se deve a “questões meramente burocráticas”. Paula é sócia da empresa desde 2015, e não se desligou das atividades durante o exercício do pai no cargo de ministro.

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“Importante destacar que o fato de sua filha ter continuado nos quadros da empresa se deve a questões meramente burocráticas de representação junto aos gestores e administradores terceirizados, os quais, frise-se são todos empresas não brasileiras”, afirma nota dos advogados de Guedes, enviada à imprensa.

Eis a íntegra da nota enviada à imprensa pela defesa de Guedes:

“Tal fato, há tempo, já é de conhecimento dos órgãos públicos. Não houve qualquer omissão por parte do Ministro da Economia. Pelo contrário. O Ministro, voluntariamente, juntou farta documentação perante à PGR, à Comissão de Ética Pública e perante as Comissões temáticas no Senado e Câmara, demonstrando que ele não é administrador desde 2018, que o veículo encontra-se sob gestão discricionária e que não houve qualquer remessa ou repatriação de ativos ao longo do período que encontra-se a frente do ME. Aliás, importante destacar que o fato de sua filha ter continuado nos quadros da empresa se deve a questões meramente burocráticas de representação junto aos gestores e administradores terceirizados, os quais, frise-se são todos empresas não brasileiras.

Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, advogados de defesa de Paulo Guedes”. 

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