Crise hídrica: Santa Teresa terá sete barragens para ajudar produtores rurais

Publicado em 06/03/2017 às 14:14

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Na última sexta-feira (03), o secretário de Estado da Agricultura, Octaciano Neto, o presidente da Ceasa, José Carlos Buffon e o diretor-presidente do Idaf, Abreu Júnior, estiveram em Santa Teresa para visitar as barragens que estão sendo construídas no município. Na visita eles foram acompanhados do prefeito Gilson Amaro, do secretário municipal de Agricultura, Jorge Natalli e do empresário rural, Edimar Hermógenes.

Ao todo são 7 obras nos seguintes locais: afluente 25 de Julho, Cabeceira 25 de Julho, Itanhanga, Rio Perdido, Rio Perdido II e Santa Hilário. O secretário de Agricultura detalhou que a parte baixa de Santa Teresa foi a que mais sofreu com a falta das chuvas e as obras das barragens devem ser licitadas em maio.

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“A parte baixa de Santa Teresa sofreu mais que a parte alta, pois tem menos cobertura vegetal e as obras das 7 barragens já serão licitadas em maio, por isso vim fazer a visita”, disse. Octaciano acredita que, com o fim do fenômeno “El Niño”, esse ano possa melhorar um pouco mais para o produtor, mesmo assim todos ainda sofrem o impacto da crise hídrica dos últimos três anos.

“Minha expectativa é que o ano de 2017 seja melhor que os anteriores, caracterizado pelo fim do fenômeno “El Niño”. Mesmo assim o produtor estará sofrendo o impacto de 2016 e 2015. Com as chuvas de novembro e dezembro o produtor rural saiu da UTI, mas ainda assim continua no hospital. Nem todas as barragens no Estado estão cheias. É preciso voltar a chover”, concluiu o secretário.

Octaciano Neto lembra que o Governo do Estado está trabalhando em duas frentes para amenizar a seca no Espírito Santo: a infraestrutura verde, ampliando a cobertura florestal com o projeto Reflorestar, que paga 1.200 produtores rurais para fazerem a recomposição florestal; e a infraestrutura cinza, ampliando a reservação de água no Estado.

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O Programa Estadual de Construção de Barragens prevê investimentos de R$ 90 milhões para a implantação de mais de 60 reservatórios de água no interior do Estado até 2018, além da retomada das obras da maior barragem do Espírito Santo, em Pinheiros e em Boa Esperança; da implantação da barragem do Rio Jucu; e da construção de outras seis barragens de médio porte por um convênio entre a Seag e a Cesan, órgãos que gerenciam o programa.

A Ceasa também tem participado dessa parceria e está capacitando engenheiros para agilizar os projetos das barragens, como explica o presidente da Central de Abastecimentos, Jose Carlos Buffon.

“Entramos com um aporte de recursos para formação de engenheiros que possam fazer projetos de barragens e com isso teremos um número muito maior de pessoas preparadas e certamente isso impactara na velocidade de oferta de projetos e no custo também. Menos burocracia e mais economia”, disse.

O diretor-presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do ES (Idaf), Abreu Junior, disse o Governo tem pressa para agilizar as barragens.

“Nessa seca temos que agilizar os processos. O intuito do Idaf e fazer com que consigamos licenciar as barragens em um prazo mais curto possível. Um licenciamento dentro da legislação e consiga otimizar o processo para que seja mais rápido”, finalizou.

Dos 60 reservatórios, 34 serão de usos múltiplos de médio porte no interior do Estado e outras 26 barragens de uso coletivo em assentamentos de trabalhadores rurais capixabas no Norte do Espírito Santo. Estima-se que com a implantação das 60 barragens sejam armazenados 67,2 bilhões de litros de água: o suficiente para abastecer 1,2 milhão de pessoas durante um ano, ou irrigar 22 mil hectares de cafe.

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